Flamengo diz ter provas de injúria racial de meia do Bahia contra Gerson
Segundo o vice-presidente rubro-negro, Ramirez chamou Gerson de 'negro'
Segundo o vice-presidente rubro-negro, Ramirez chamou Gerson de 'negro'
Rio de Janeiro, RJ, 22 (AFI) – O Flamengo, através do vice-presidente Rodrigo Dunshee, afirmou ter provas concretas de que houve injúria racial contra o meia Gerson na vitória por 4 a 3 diante do Bahia, na última rodada do Campeonato Brasileiro. Segundo o dirigente, o jogador Ramirez realmente teria dito a palavra ‘negro’.
“O Flamengo encomendou a especialistas do INES – INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DE SURDOS, uma leitura labial da situação do Ramirez com Bruno Henrique. A prova revelou que teria havido a ofensa. Vamos apresentar ao STJD e entregar à polícia”, disse o dirigente nas redes sociais.
Dunshee já havia afirmado que apoiaria Gerson na esfera criminal. O jogador esteve na delegacia para prestar seu depoimento sobre o caso. “Além de apoiar o Gerson na esfera criminal, o Flamengo representará ao STJD contra o atleta que ofendeu racialmente o Gerson, assim como o fará contra o Mano Menezes, que apoiou a ofensa racial e chamou de malandragem. Temos que banir o racismo da nossa sociedade”, completou.
“O jurídico do Flamengo está acompanhando de perto a questão da injúria racial ao Gerson e totalmente à disposição do atleta. Apesar dos pesares desse absurdo, parabéns ao time pela vitória heroica com 1 a menos”, finalizou.
DEPOIMENTO
Após prestar depoimento à polícia, Gerson se pronunciou por meio de um vídeo publicado nas redes sociais do Flamengo, ao lado do vice-presidente Rodrigo Dunshee.
Mano Menezes, o meia Ramírez, o árbitro da partida e outras pessoas ainda serão ouvidas pela polícia, que investiga o caso.
O CASO!
O inquérito sobre o caso foi aberto na segunda-feira. Os dois atletas, além do técnico Mano Menezes e o árbitro da partida, Flávio Rodrigues de Souza, foram intimados a dar depoimento presencial sobre o episódio. Gerson foi o primeiro a ser ouvido na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), do Rio de Janeiro. “Agora a questão tá entregue à Justiça e esperamos que a justiça seja feita”, disse o vice jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee.
A pedido da CBF, o caso também será analisado pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que informou que “aguardará o recebimento da súmula e vídeo da partida para analisar a denúncia de injúria racial” e também pontuou que “existe em sua legislação desportiva artigo específico para prática de atos discriminatórios e que, para esses casos, a tolerância é zero”.
O Bahia também disse que continua apurando o caso. Se for enquadrado no art.243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), Ramírez pode pegar gancho de cinco a dez jogos, além de multa que varia de R$ 100 a R$ 100 mil.





































































































































