Maranhense: TJD absolve Moto por prescrição; Imperatriz vê ‘teatro”

Imperatriz quer perda de pontos do rival e da Copa do Brasil e diz que recorrerá

Imperatriz quer perda de pontos do rival e da Copa do Brasil e diz que recorrerá

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São Luis, MA, 19 (AFI) – Após uma sessão que consumiu cerca de quatro horas, na tarde desta terça-feira 19, a Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva do Maranhão (TJD/MA) decidiu, por 2 a 1, arquivar o processo movido pela Sociedade Imperatriz de Desportos contra o Moto Club com base em “prescrição – ou decurso de prazo”, embora o ritual protelatório e os dois adiamentos do julgamento tenham sido determinados pela própria justiça desportiva.

Ajuizada no ano passado no curso Campeonato Maranhense, uma ação do Imperatriz arguiu que a assinatura do atacante Gleydisson Santos no contrato celebrado com o Moto era de um terceiro, já que, comparada à da sua identidade (RG) as diferenças eram gritantes.

No processo, o clube denunciante se ancorou no regulamento de competição tanto da CBF quanto do campeonato local em que “contratante e contratado devem assinar contrato de próprio punho ou de forma eletrônica, digital ou biométrica”. O jogador não poderia assinar o documento presencialmente, pois não se encontrava em São Luis na ocasião.

TJD absolveu o Moto
TJD absolveu o Moto

PERÍCIA COMPROVA
Diante dos contrapontos da defesa do Moto Club, o TJD por duas vezes suspendeu o trâmite da ação para que fossem realizados exames grafotécnicos, e as medidas de isolamento provocadas pela Covid-19 contribuíram para protelações e o julgamento terminou entrando neste ano, após concluída a perícia feita pelo perito criminal Luiz Carlos Cardozo Filho, que já prestou serviços para empresas e para a Polícia Federal durante anos.

A perícia concluiu que assinatura do jogador no contrato não correspondia à original – avaliadas velocidade, pressão no papel e o própria diferença entre as letras da assinatura do documento pessoal do atleta e as do contrato. Os exames grafológicos foram encaminhados à comissão do TJD, apensados e carregados no processo.

Na tarde desta terça-feira, após todo o ritual, mesmo havendo os indícios da irregularidade, o processo foi considerado prescrito.

SESSÃO TEATRAL
Por telefone, o presidente da Sociedade Imperatriz, Wagner Ayres, considerou o julgamento um “grande teatro” e avisou que irá consultar o departamento jurídico para se acercar da direção a tomar. Em outras palavras, ele insinuou que tem a intenção de bater o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Rio de Janeiro. O Imperatriz pleiteia a punição do rival para ficar com a vaga da Copa do Brasil neste ano.

Nas redes sociais, o Moto Club postou mensagens em que considera que houve justiça.