Se a bola está murcha, as coisas fervem por aí

Se a bola está murcha, as coisas fervem por aí

Se a bola está murcha, as coisas fervem por aí

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Mês passado marcou o sexto ano da morte do dirigente Eduardo Farah. Em Cadê Você, registro do histórico dele enquanto dirigente bugrino; em Memórias do Futebol trajetória na Federação Paulista de Futebol.

Sabe aquele pano molhado que você torce até que escoam as últimas gotas? É mais ou menos o que tenho feito para manter ativa coluna opinativa essencialmente sobre futebol.

Assuntos de relevância de outros segmentos estão aí e merecem reflexão.

Assassinato de um segurança negro por um policial branco nos Estados Unidos sacudiu o mundo.

São dias & dias de manifestações contra o racismo, que ganham cada vez mais proporções.

Se tudo fosse pacífico, ótimo!

Problema é que vândalos se infiltram nos movimentos, depredam patrimônio privado, e até uma estátua de bronze foi danificada e jogada em rio de Londres (ING).

POLÍTICA

No Brasil, lideranças de movimentos negros que organizam manifestações contra o racismo de repente se juntam a partidários de posições contra o presidente Bolsonaro, de forma que se extraia dali movimento unificado, numa só aglomeração, quando na prática os objetivos traçados são distintos.

Usurpado ao longo da história, é inconcebível o negro aceitar essa manipulação, até porque no conjunto de afrodescendentes, no espectro político, pessoas se alinham da direita à esquerda, passando pelo centro.

Aí, aquela oportunista e carimbada emissora de TV ajuda a embolar ainda mais o meio de campo, por motivos óbvios.

Resta saber se o negro terá percepção da manobra que pretendem usá-lo mais uma vez.

MÁSCARAS

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Vão demorar algumas décadas para que o brasileiro tenha a racionalidade do oriental, principalmente de Japão e Coreia do Sul, todos cônscios de obrigações e responsabilidade.

Com obrigatoriedade do uso de máscaras entre paulistas, para suposta proteção de pessoas, rebeldes de plantão estão aí para ignorá-las.

Em corredores de mercado é praxe desobediência de uso adequado de máscaras. Flagra-se até mulher idosa – portanto no grupo de risco – com a sua ajeitada na garganta.

Moça de vinte e poucos anos ignora comunicado na portaria de padaria para obrigatoriedade do uso de máscara. Pior é que segue acompanhada de filha assintomática que corre de lá pra cá, esbarrando nas pessoas.

Quando advertida por colocar vida alheia em risco pelo coronavírus, a bocuda ainda retruca: “incomodados que fiquem em casa”.

ABRAÇO APERTADO

Faltava, no domingo, a imagem das imagens de contrassenso.

Defronte uma farmácia, mulher que aparenta 30 anos de idade desce rapidamente de carro e corre em direção de um casal idoso, naturalmente amigo.

Todos de máscaras, mas ela deu abraços apertados em ambos, seguidos de beijos, desconsiderando que naquela altura a sua máscara estava ali de enfeite.