Atlético-MG conta com investidores para seguir contratando, explica presidente

"Não podemos parar de fazer isso, sob pena de ficarmos em situação complicada", disse Sérgio Sette

"Não podemos parar de fazer isso, sob pena de ficarmos em situação complicada", disse Sérgio Sette

0002050470781 img

Belo Horizonte, MG, 08 (AFI) – Mesmo com atrasos salariais e dívida gigante de R$ 740 milhões, o Atlético-MG segue ativo no mercado e tem três negociações adiantadas: Alan Franco, Léo Sena e Marrony. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o presidente Sérgio Sette Câmara explicou que muito disso se deve aos investidores.

“Nossos parceiros não estão dispostos a colocar dinheiro para ficar pagando dívida. Se for para pagar dívida, ele não vai pôr. Esse dinheiro é feito para aplicar em jogadores que possam performar tecnicamente e, depois, trazer lucro para o clube.

Não podemos parar de fazer isso, sob pena de ficarmos em situação complicada, não só em relação à participação dos campeonatos como também na questão de poder fazer dinheiro”, explicou.

Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG

Foto: Bruno Cantini / Atlético-MG

TV E TRANSFERÊNCIAS

Sérgio avaliou as duas principais fontes de receitas do clube, que são cotas de TV e venda de jogadores. Como a primeira já foi muito adiantada, resta vender jogadores e é isso que o Galo busca.

“O clube tem duas grandes receitas: televisão e venda de jogadores. Na minha gestão, o Atlético fez os dois anos de maiores vendas da história do clube. Em 2018 e 2019, o Atlético vendeu mais de R$ 100 milhões em jogadores.

Temos um saldo em relação ao que gastamos com jogadores e o que nós ganhamos em negociações de mais de R$ 100 milhões, de lucro. Um dos negócios do clube é trazer jogadores jovens para que esse jogador nos dê retorno técnico e, depois, dar dinheiro para o clube”, acrescentou.

NÃO É DOAÇÃO

Mesmo assim, Sérgio Sette afirmou que o dinheiro vindo de investidores não é doação e que o clube precisa pagar quando vende o jogador. O que acontece, porém, é que muitas vezes os investidores reinvestem o valor novamente no clube.

“Tenho que me virar para fazer o pagamento da folha, dos funcionários, dos atletas, das imagens, e tenho também que reforçar o clube. Este dinheiro de reforço, que vem através dos nossos parceiros, é um dinheiro que não é doado.

Ele vem como mútuo, com juros lá embaixo, praticamente zero, quando não é zero. Quando a gente faz a venda do jogador, eu vou lá e pago. Muitas vezes, eles reinvestem no clube”, disse.