Caso Ronaldinho: MP do Paraguai não fará mais denúncias e permite volta ao Brasil

Agora, uma audiência deverá ser marcada para a próxima semana para que o juiz do casa, Gustavo Amarilla, analise e confirme a decisão

Agora, uma audiência deverá ser marcada para a próxima semana para que o juiz do casa, Gustavo Amarilla, analise e confirme a decisão

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Campinas, SP, 07 (AFI) – Ronaldinho Gaúcho está mais próximo de retornar ao Brasil. Depois de cinco meses de investigação, o Ministério Público do Paraguai não irá apresentar novas denúncias e permitiu a volta do ex-jogador e de seu irmão, Roberto de Assis, ao Brasil. Os dois estão presos em Assunção há cinco meses, acusados de usarem passaportes falsos para entrar no país.

Agora, uma audiência deverá ser marcada para a próxima semana para que o juiz do casa, Gustavo Amarilla, analise e confirme a decisão.

Apesar de permitir o retorno, o MP deixou claro que Assis tinha conhecimento de que os passaportes eram falsos. Sobre Ronaldinho, disseram não ter encontrado nenhum evidência de que ele “tenha participado do planejamento da obtenção dos documentos irregulares”, mas “de maneira alguma o exime da responsabilidade de ter domínio e decisão do uso de instrumentos que são de aspecto pessoal”.

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PUNIÇÕES

O MP ainda sugeriu algumas punições: liberdade condicional de 2 anos e pagamento de multa de US$ 110 mil (R$ 596 mil) para Assis. Liberdade condicional de 1 ano e US$ 90 mil de multa (R$ 487 mil) para Ronaldinho.

Além disso, declaração de residência fixa no Brasil onde possa ser encontrado e comparecimento a cada três meses ante uma autoridade judicial no Brasil, para os dois.

CASO

Ronaldinho e o irmão foram presos em 6 de março. Depois de ficarem em um presídio de segurança máxima, os dois foram transferidos em abril para prisão domiciliar, em um hotel de Assunção, após fiança de US$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 8,5 milhões).

A pena para o uso de passaportes falsos no Paraguai prevê até cinco anos de prisão. Os promotores investigavam ainda suposta participação de Ronaldinho e o irmão em uma organização criminosa especializada em falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Desde o início das investigações, a defesa dos brasileiros alega que os dois foram enganados e não sabiam que os passaportes tinham sido adulterados.

O caso envolvendo o ex-jogador brasileiro virou um escândalo no Paraguai e atingiu vários funcionários da Diretoria de Migração e do Departamento de Identificação, que emitem passaportes e cartões de identidade, além de fiscais do Aeroporto Internacional de Assunção. Dezoito pessoas foram detidas por envolvimento no caso.

Em março, a Justiça havia determinado que Ronaldinho e o irmão precisavam permanecer detidos durante a investigação. O inquérito poderia durar até seis meses para ser concluído, de acordo com as leis paraguaias.

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