Quem será o parceiro de Oyama como volante da Ponte Preta?

Quem será o parceiro de Oyama como volante da Ponte Preta?

Quem será o parceiro de Oyama como volante da Ponte Preta?

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O assunto da coluna é Ponte Preta, mas a página de Cadê Você da semana, conforme processo de revezamento de clubes, é do Guarani.

E o personagem em foco é o lateral-esquerdo Albéris, que atuou naquele time bugrino vice-campeão paulista de 1988.

PONTE PRETA

É voz corrente que entre organizadores e atacantes definidores o time pontepretano atingiu ajuste, e os números respaldam os opinadores, pois a Ponte registra o melhor ataque do Campeonato Brasileiro da Série B, com nove gols.

A ressalva feita é que nos cinco jogos disputados a equipe sofreu sete gols, e aí especula-se desajuste na defesa, falta de proteção mais adequada à cabeça da área, etc, etc.

João Brigatti

João Brigatti

O procedimento do treinador pontepretano João Brigatti neste início de competição tem sido um erro aqui, mas reparo acolá. Vê-se a tentativa de buscar equilíbrio para a equipe nos devidos compartimentos.

Se foi precipitado no desmanche da base mínima conquistada pela equipe após a retomada do Paulistão, alguma coisa se preocupou em rever, uma delas o retorno do lateral-esquerdo Lazaroni, sacado da equipe justamente quando atravessava o melhor momento.

Ao fixar o recém-chegado Ernandes na lateral-esquerda, Brigatti projetou que a sua equipe ganharia mais qualidade na transição ao ataque, porém na prática a modificação não trouxe o resultado esperado.

Assim, sem teimosia optou pelo retorno de Lazaroni, que respondeu positivamente à nova chance.

CAMILO

Se o meia Camilo chegou à Ponte Preta com vício de buscar bola seguidamente do goleiro e se desgastar desnecessariamente até chegada ao ataque, essa postura tática foi parcialmente corrigida com posicionamento mais adiantado, de forma que possa jogar mais próximo da área adversária e suportar o desenrolar da partida até o final.

Todavia, para que Camilo avançasse, era necessário posicionar alguém que pudesse fazer a transição da defesa

VOLANTES

Aí, começaram as experiências com volantes, sem que se chegasse ainda a uma conclusão.

Se no pelotão da posição Luís Oyama é tido como imprescindível pelo bom passe, reconhece-se que seu estilo não é de exímio desarmador de jogadas. Se inicialmente posicionava-se centralizado, agora adapta-se à faixa da direita.

Aí Brigatti recorreu à busca do parceiro de Oyama, ainda sem o devido encaixe.

Foram feitas experiências com Dawhan, Neto Moura, Bruno Reis e Zanocelo.

Neto Moura tem facilidade de avanços ao ataque, mas igualmente mostra deficiências na marcação.

Se chegou à Ponte com vício de posicionamento de Mirassol, mais à direita, contra o CSA já usou a faixa da esquerda à frente da zaga.

Se a experiência com Bruno Reis contra o Oeste, na faixa da esquerda, não teve a resposta projetada, pelo menos serviu para empurrar Camilo mais à frente, o que resultou em ganho de qualidade em organização de jogadas.

Experiências com volantes também passaram por Zanocelo contra o Oeste, mas por enquanto ainda não se tem resposta prática sobre quem se ajustaria como adequado companheiro de Oyama, pois contra adversários que ofereçam maior resistência o setor precisa estar fortalecido.

Não se pode afirmar que a dupla de zaga formada por Luizão e Wellington ofereça a devida segurança.

Até na bola aérea houve vacilo de Luizão contra o CSA, e justamente por isso Brigatti terá que ‘quebrar a cabeça’ na busca de alternativas salutares na cabeça da área.

APODI

Com Brigatti no comando técnico é inegável o melhor rendimento de Adopi, fixado à lateral-direita, e com liberdade para usar o corredor em jogadas de velocidade.

Se fruto desses avanços resultou até em gol contra o CSA – em jogada construída para o gol de Matheus Peixoto -, resta saber como deve ser definida a cobertura para os avanços do lateral.

Dawhan seria uma alternativa mais recomendável?

Daqueles disponíveis no elenco é tido como o marcador mais vigoroso.

Enfim, num time reformulado, que depende da sequência para entrosamento e encaixe, a tabela da competição foi generosa à Ponte Preta, com indicação de equipes derrotáveis.

E quanto a exigência for maior?