O indicativo é que agora o presidente Lula faça tudo diferente e cumpra rigorosamente o prometido durante a campanha.
Foi feita a vontade popular para se dar mais quatro anos para Lula, na presidência, numa virada que parecia improvável até a véspera.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 25 (AFI) – Este espaço é de futebol, mas num domingo que o País parou literalmente para escolher o presidente da República, cabe, sim, uma fuga da pauta que é essência por aqui.
Como foi feita a vontade popular para se dar mais quatro anos de mandato para Lula, na presidência da República, numa virada que parecia improvável até a véspera, aguardemos as cenas do próximo capítulo.
Agora, resta saber se promessas de campanha terão um sentido prático, ou serão guardadas nas prateleiras.
Durante o processo eleitoral de 2022, infelizmente a maioria das promessas de Lula não foi cumprida.
A rigor, agora não foi explorado o suficiente aquele compromisso dele, de quatro anos, que aquela seria a sua última disputa presidencial.
INDICADOS AO STF
Lembram-se da fala dele à época, quando havia manifestado contrariedade à indicação de amigos e partidários para ingresso no STF (Supremo Tribunal Federal)?
Pois é, na prática fez exatamente o contrário.
Ainda se vangloriou de ter indicado um amigo comunista, caso de Flávio Dino, para a função.
O descumprimento daquilo que fala ficou escancarado ao colocar no STF o seu então advogado Cristiano Zanin.
Como sempre, Lula explorou o discurso ‘acabar com a pobreza’, batendo na tecla do projeto ‘Fome Zero’, que ficou muito longe de ser atingido.
Dados estatísticos ainda mostram milhares de pessoas inseridas nesse contexto.
FAMÍLIAS ENDIVIDADAS
E quando naquela ocasião havia falado ‘grosso’ na promessa de redução do endividamento de famílias, na prática fez o contrário.
Regulamentou as ‘Bets’, que proporcionaram arrecadação de R$ 15,3 bilhões em impostos ao governo federal, mas tardiamente teve a percepção que houve descontrole das pessoas para a jogatina, e isso provocou aumento do endividamento.
A decisão da revogação foi tomada no período pré-eleitoral.
Se prometeu transparência absoluta, com quebra de sigilo de cem anos do cartão corporativo, tudo não passou de conversa.
Também foi escondida a ‘gastança’ na agenda desenfreada da primeira-dama Janja da Silva.
GASTOS DESCONTROLADOS
Agora fica a expectativa que de fato Lula adote outro rumo de governo e abdique de gastos desnecessários.
Se nesta gestão quase dobrou o número de ministérios, a obrigação imediata é de cortes.
Reiteradas vezes a mídia divulgou gastos desenfreados e contestados do governo federal, que não podem ser tolerados, diante da dívida quase impagável.
Logo, o indicativo é que agora faça tudo diferente e cumpra rigorosamente o prometido.
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