Nome do estádio do Guarani nasce de uma manchete e atravessa gerações

Expressão criada a partir da maquete da futura arena une a identidade de Campinas à casa do campeão brasileiro de 1978.

A expressão apareceu no Correio Popular e passou a ser utilizada pela população

Brinco de Ouro da Princesa

Campinas, SP, 23 (AFI) – Antes de virar endereço de jogos históricos do Guarani, o Brinco de Ouro da Princesa foi uma imagem na cabeça de um jornalista. A forma circular da maquete do estádio inspirou uma comparação que atravessou décadas e se incorporou à identidade do clube e de Campinas.

A origem remonta a julho de 1948. Ao observar o projeto, o jornalista João Caetano Monteiro Filho associou seu desenho a um brinco. Como Campinas era conhecida como Princesa D’Oeste, surgiu a combinação que daria nome à futura casa bugrina.

UMA MANCHETE VIRA NOME

A expressão apareceu no Correio Popular e passou a ser utilizada pela população. Quando chegou a definição oficial, a denominação já havia conquistado espaço.

O episódio explica uma particularidade do estádio: seu nome reúne uma referência à arquitetura e outra à cidade, sem homenagear um dirigente ou personagem político.

A MUDANÇA COMEÇA NO ANTIGO CAMPO

O projeto nasceu da necessidade de substituir o campo do Guanabara, conhecido como Pastinho. O espaço disponível limitava a ampliação da estrutura.

A construção mobilizou campanhas de arrecadação e colaboração de torcedores. O estádio foi inaugurado em 31 de maio de 1953, abrindo um capítulo que chegaria ao título brasileiro de 1978.

UM PATRIMÔNIO QUE TAMBÉM É LINGUAGEM

A história mostra como um estádio pode adquirir significado antes mesmo de receber sua primeira partida. A expressão criada para descrever uma maquete tornou-se uma maneira de identificar o Guarani.

Discutir o futuro de uma casa esportiva envolve estrutura, custos e possibilidades de receita. Envolve também esse patrimônio menos mensurável: nomes e lembranças que o torcedor aprende a reconhecer como parte do próprio clube.

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