Cuiabá pede punição de dois anos ao Corinthians por dívida
Além das duas medidas, o Cuiabá quer o encerramento do plano coletivo de pagamento de débitos do Corinthians
O pedido foi apresentado na noite de terça-feira (20), após o Corinthians deixar vencer mais uma parcela do compromisso financeiro
Cuiabá, MT , 20 (AFI) – O Cuiabá voltou a cobrar medidas mais rigorosas contra o Corinthians por causa dos atrasos no pagamento de uma dívida relacionada à contratação do volante Raniele.
Em manifestação enviada à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, o clube mato-grossense solicitou que o rival fique impedido de registrar jogadores por dois anos e perca o certificado de clube formador.
Além das duas medidas, o Cuiabá quer o encerramento do plano coletivo de pagamento de débitos do Corinthians e a abertura de uma investigação pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF). O clube entende que os descumprimentos recorrentes comprometem as regras estabelecidas no acordo firmado com os credores.
NOVO ATRASO
O pedido foi apresentado na noite de terça-feira (20), após o Corinthians deixar vencer mais uma parcela do compromisso financeiro. O valor da prestação é estimado em R$ 8 milhões, e o atraso representa o segundo descumprimento consecutivo do clube paulista.
Em julho, o Timão também não pagou dentro do prazo a parcela anterior, que continua pendente. Na ocasião, a CNRD determinou um transfer ban de seis meses, impedindo o registro de novos atletas.
Agora, o Cuiabá pretende ampliar as sanções e defende que a proibição de contratações seja estendida por dois anos, além do cancelamento do certificado de clube formador.
DECISÃO ESTÁ NAS MÃOS DA CNRD
A Câmara Nacional de Resolução de Disputas ainda vai analisar as solicitações do clube mato-grossense. Caso o plano coletivo de pagamento seja dissolvido, o Corinthians poderá perder benefícios previstos no acordo e voltar a arcar com juros sobre as dívidas incluídas no programa.
Antes da nova manifestação, a diretoria corintiana informou que trabalha para regularizar a situação financeira e cumprir as obrigações assumidas.
O plano coletivo, homologado em abril de 2025, prevê o pagamento de R$ 76 milhões aos credores, com parcelas trimestrais distribuídas ao longo de seis anos.





































































































































