Abel Ferreira cobra união e apoio da torcida no Palmeiras

O Verdão volta a campo nesta quarta-feira, às 21h30, quando recebe o Fluminense no Allianz Parque para definir a vaga na decisão da Libertadores

Para o comandante do Palmeiras, a conquista de grandes objetivos esportivos exige a mobilização de toda a estrutura institucional

Abel Ferreira em Athletico-PR x Palmeiras - Foto: Cesar Greco / Palmeiras

São Paulo, SP, 19 (AFI) – Após consolidar a vitória por 2 a 0 sobre o Athletico-PR na Arena da Baixada, os jogadores do Palmeiras se dirigiram ao setor visitante para celebrar o triunfo junto aos torcedores. A cena de comunhão, contudo, contrasta com algumas posturas apontadas pelo técnico Abel Ferreira.

A três dias de encarar o confronto decisivo pela semifinal da Copa Libertadores, o comandante português utilizou o momento para cobrar apoio incondicional da torcida na reta final da temporada, período em que o clube segue vivo na briga por três títulos expressivos.

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“Quando estamos a ganhar, [a torcida] ajuda. Todos somos um em todos os momentos. Não preciso dar recado. Estou aqui há seis anos, não escolho jogo para torcer, para dar meu melhor. Nem eu, nem meus jogadores. E à torcida digo a mesma coisa”, destacou o treinador.

Para o comandante palmeirense, a conquista de grandes objetivos esportivos exige a mobilização de toda a estrutura institucional, resgatando a essência que move a história alviverde.

“Para o Palmeiras ganhar títulos, não precisa só do treinador, da nossa presidente, do nosso diretor e só dos nossos jogadores. Precisa da alma do clube, que às vezes foge. Por quê? Não sei. Sempre tivemos o emblema no peito, nos bons e maus momentos. Ajuda muito quando empurram a favor”, ponderou.

DECISÃO NA LIBERTADORES

O Verdão volta a campo nesta quarta-feira, às 21h30, quando recebe o Fluminense no Allianz Parque para definir a vaga na decisão da Libertadores, tendo a vantagem do triunfo por 2 a 1 obtido no jogo de ida. Paralelamente, o clube mantém o foco na disputa das retas finais do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil.

Relembrando o clima de forte apoio visto recentemente no clássico contra o Corinthians — quando a torcida empurrou o time do primeiro ao último minuto —, Abel reforçou o convite para que a postura se repita nos momentos de oscilação.

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“Como cobram de mim, cobro da torcida. Venham juntos, venham para jogar juntos e para puxar do primeiro ao último minuto, do primeiro ao último segundo. Nos bons e maus momentos. Isto é ser palmeirense, gostar do Palmeiras, servir o Palmeiras sem interesse pessoal. Eu não mudei, sou o mesmo. Peço aos nossos torcedores que continuem a acreditar, e continuem a apoiar a equipe como no último jogo em casa”, afirmou.

COBRANÇA POR RESPONSABILIDADE

O técnico também pontuou as dificuldades de adaptação e pressão que os atletas enfrentam vestindo a camisa do clube, citando que o respaldo das arquibancadas serve como diferencial técnico e emocional, inclusive em situações de adversidade numérica em campo.

“É muito difícil jogar no Palmeiras, mas quando a torcida puxa, as coisas se tornam mais fáceis, como foi com menos um [contra o Athletico], eles atrás do gol do Carlos Miguel, que fez mais um jogo top, com a torcida a empurrar, ajuda muito. Quando não querem ajudar, fechamos no grupo e puxamos nós para a torcida. Não tem problema nenhum”, concluiu.