Justiça feita! Riopretão é batizado com o nome do eterno patrono Victor Britto Bastos

Casa do Verdão da Vila Universitária recebe o mesmo nome que levou o estádio entre 1920 e 1968

Decisão foi aprovada, em reunião do Conselho Deliberativo do Rio Preto, por unanimidade, com louvor, aplausos e muita emoção dos conselheiros

Estádio Riopretão, agora Victor Britto Bastos (Foto: Muller Merlotto Silva)
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Por: Oscar Silva

São José do Rio Preto, SP, 19 (AFI) – Justiça seja feita! Graças ao empenho e à proposta do presidente esmeraldino, José Eduardo Rodrigues, e do presidente do Conselho Deliberativo, Itamar Rubens Malvezi, foi aprovada, em reunião do Conselho Deliberativo do Rio Preto Esporte Clube, por unanimidade, com louvor, aplausos e muita emoção dos conselheiros, a denominação do estádio Riopretão, que passa a ser chamado de Victor Britto Bastos, mesmo nome que levou o estádio entre 1920 e 1968.

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SAIBA MAIS

RIOPRETAO
Riopretão, a casa do Rio Preto (Foto: Muller Merlotto Silva)

Depois, passou a ser chamado de Riopretão e, posteriormente, de estádio Anísio Haddad, porém sem aprovação regular do Conselho Deliberativo. Com uma carta de desistência da então viúva, o impasse permaneceu durante todos esses anos.

Sob a condução do presidente do Conselho Deliberativo, Itamar Rubens Malvezi, e no uso de suas atribuições estatutárias, os conselheiros rio-pretenses estiveram reunidos para atender à seguinte ordem do dia:

Leitura, discussão e aprovação da ata da reunião anterior, bem como apreciação, discussão e votação da proposta do presidente do Conselho Deliberativo e da diretoria executiva para denominar o estádio pertencente ao Verdão da Vila Universitária como Victor Britto Bastos, nos termos dos artigos 100 e 112 do Estatuto Social.

ENTENDA O CASO E AS DOAÇÕES DE BASTOS!

VICTOR BRITTO BASTOS
(Foto: Divulgação)

A primeira doação de Bastos para o Rio Preto Esporte Clube ocorreu em 14 de setembro de 1922, com registro nº 20.816. Na área, foi construído o primeiro estádio: o Fortim da Vila, com cláusula de reversão em benefício da família caso o clube desocupasse o espaço, o que ocorreu em 1964.

Com o falecimento do doador, em 30 de agosto de 1945, os herdeiros renunciaram aos recursos provenientes da venda da área, abrindo mão da cláusula de reversão.

Com isso, permitiram que o clube utilizasse o valor da venda da primeira doação para adquirir o terreno onde hoje está o Riopretão.

A segunda doação consta no registro nº 20.816, no primeiro cartório, averbação 15.076, nº 72.811, fls. 237, lavrada em setembro de 1964 e registrada à época pelo saudoso escrevente Gumercindo de Seta, em 10 de setembro de 1964.

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TEM MAIS!

Com a autorização da família Victor Britto Bastos, a área do antigo estádio foi vendida e, com os recursos obtidos, Ulisses Jamil Cury, juntamente com Alcides Soler, escolheu e adquiriu, em nome do clube, em 27/10/1964, a área destinada à construção do estádio.

A escritura de transferência nº 25.961 oficializou a compra de 68 mil m², cerca de cinco alqueires.

INAUGURADO!

O estádio foi inaugurado em 1968 e inicialmente denominado Victor Britto Bastos. Depois, durante anos, foi chamado apenas de Riopretão, sem o devido reconhecimento ao seu maior benemérito, cujo nome, embora atribuído desde o início, acabou cedendo lugar ao nome Riopretão.

No entanto, essa é outra história, que pode ser mais bem esclarecida por meio de atas e documentos do Conselho Deliberativo e da diretoria da época.

Hoje, o fato está consumado, e as atas da época, muitas delas escritas pelo atual presidente, que na ocasião era secretário do Conselho Deliberativo do clube, mostram historicamente e comprovam por que Victor Britto Bastos deve ter seu nome eternizado na denominação do estádio.

FALA, PRESIDENTE!

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José Eduardo Rodrigues, presidente do Rio Preto (Foto: Muller Merlotto Silva)

“Nada contra Anísio e tudo a favor da verdade. O Anísio foi um companheiro meu, e dei o nome dele à avenida em frente ao estádio, como vereador. Dei o nome dele à Delegacia Agrícola de São José do Rio Preto quando eu era deputado. Convidei-o para ser meu companheiro de dobradinha para deputado.

Sempre tive com ele o melhor dos relacionamentos. Eu fui um dos votos, na época, a favor da denominação em nome dele, com ressalvas, porque ele nunca quis, até porque sempre teve como objetivo o clube de campo, que era o sonho dele”, disse.

“Com a comoção de sua morte, em homenagem, foi colocado seu nome, mas a proposta não foi aprovada devido a uma divergência muito grande no Conselho, com muitos votos contrários.

A viúva, em carta ao Conselho, no dia 25/05/1978, manifestou um desejo unilateral de recusar a denominação em função das divergências do Conselho Deliberativo.

Como não cabe a ninguém discutir uma renúncia, renúncia não se discute, não se vota. Os livros e as atas registram o histórico, o indelével, o eterno dessa situação, registrada também em minha memória enquanto membro do Conselho.

APLAUSOS E EMOÇÃO: AGORA SE FAZ JUSTIÇA!

JOSE EDUARDO RODRIGUES
Rubens Malvezi ao lado de José Rodrigues (Foto: Divulgação)

No momento em que a proposta foi aprovada, sob aplausos, todos os presentes se emocionaram. Foi um momento diferente na reunião, uma situação até espiritual.

“Soprou uma brisa fresca na sala de reunião, onde todos sentiram que o Rio Preto Esporte Clube está renascendo, porque está se reencontrando com sua história e fazendo justiça a Victor Britto Bastos”, finalizou Rodrigues.

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