Guarani enfrenta novos processos e cobrança milionária
Somadas, as cobranças movidas pelo meia Isaque e pelo goleiro Emerson Júnior ultrapassam a marca de R$ 2,4 milhões
Como estratégia jurídica, as defesas dos atletas solicitaram que os valores cobrados sejam classificados como créditos extraconcursais ao Guarani
Campinas, SP, 19 (AFI) – O Guarani voltou a enfrentar turbulências nos bastidores jurídicos ao ser alvo de duas novas ações trabalhistas ajuizadas por atletas que integraram o seu elenco. Somadas, as cobranças movidas pelo meia Isaque e pelo goleiro Emerson Júnior ultrapassam a marca de R$ 2,4 milhões, impondo mais um desafio financeiro à gestão do clube campineiro na reta final da temporada de 2026.
Nas petições apresentadas à Justiça do Trabalho, os jogadores alegam descumprimento sistemático de obrigações contratuais e solicitam o reconhecimento da rescisão indireta do vínculo empregatício.
Além do pagamento de verbas em atraso, ambos exigem liminares para a imediata liberação de seus registros na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que lhes permitiria assinar com novas equipes antes do trânsito em julgado dos processos.
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A ação de maior valor financeiro é a movida pelo meia Isaque, que cobra a quantia de R$ 1.634.801,65. O atleta argumenta que atingiu a meta contratual de titularidade em pelo menos 50% dos jogos da temporada — iniciou 22 das 28 partidas do Bugre, alcançando 78,6% —, o que garantiria a renovação automática de seu vínculo até dezembro de 2027.
Além dos salários, direitos de imagem, FGTS e encargos trabalhistas atrasados, o montante cobrado pelo meia engloba indenizações por cláusula compensatória desportiva e parcelas vincendas de exploração de imagem.
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CASO EMERSON
Por sua vez, o goleiro Emerson Júnior — que esteve emprestado à Inter de Limeira durante a disputa da Série C — cobra R$ 857.171,65.
O jogador aponta que o clube campineiro falhou no repasse de salários, direitos de imagem e recolhimentos de FGTS entre os meses de maio e setembro de 2026, mesmo período em que mantinha responsabilidade financeira compartilhada durante o empréstimo.
PEDIDO DE CRÉDITOS
Como estratégia jurídica, as defesas dos atletas solicitaram que os valores cobrados sejam classificados como créditos extraconcursais. Sob a alegação de que as dívidas se originaram após o deferimento do processo de recuperação judicial do Guarani em 2023, os jogadores buscam que os pagamentos fiquem de fora do plano geral de reestruturação de dívidas da instituição, tramitando em regime prioritário.





































































































































