Crise e suspeitas de fraude ameaçam futuro do Rio Branco
Em processo de Recuperação Judicial desde 2023 com dívidas acumuladas em R$ 6,6 milhões, a diretoria negocia um acordo com a empresa administradora do Sertãozinho
A crise financeira do Rio Branco foi agravada por suspeitas de fraudes no processo de Recuperação Judicial, com indícios de "caixa paralelo"
Americana, SP, 16 (AFI) – Berço de talentos que defenderam três seleções diferentes na Copa do Mundo de 2006 — Mineiro (Brasil), Zinha (México) e Marcos Senna (Espanha) —, o Rio Branco de Americana vive o momento mais dramático de sua história centenária. Atualmente disputando a Série A3 do Campeonato Paulista, a tradicional equipe do interior paulista enfrenta penhoras judiciais, acusações de irregularidades financeiras e estuda uma parceria inédita para evitar o encerramento do seu departamento de futebol profissional.
Em processo de Recuperação Judicial desde 2023 com dívidas acumuladas em R$ 6,6 milhões, a diretoria negocia um acordo com a empresa administradora do Sertãozinho. Pela proposta em trâmite, o Rio Branco pediria licença da Federação Paulista de Futebol (FPF) e cederia temporariamente seu nome, camisa e escudo para que a gestora disputasse a Série A2 em Americana utilizando o registro do time de Sertãozinho.
Segundo manifestação da própria defesa do clube na Justiça, a alternativa é a única forma de evitar a desfiliação automática por falta de caixa para bancar os custos da temporada 2027.
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A crise financeira do Tigre foi agravada por suspeitas de fraudes no processo de Recuperação Judicial. O Ministério Público solicitou à Polícia Civil a abertura de uma investigação preliminar após serem identificadas transferências bancárias suspeitas entre a conta oficial do clube e a empresa Manager Serviços Administrativos Ltda., que pertence ao atual presidente do Rio Branco, Cláudio Bonaldo.
Extratos anexados aos autos comprovam repasses imediatos de verbas recebidas pelo Grêmio — referentes à venda do lateral-direito Vanderson ao Mônaco em 2021 — diretamente para a empresa do dirigente.
A suspeita levantada por credores é de que a estrutura funcionasse como um “caixa paralelo” para desviar recursos de penhoras judiciais trabalhistas. A diretoria alega que centralizou os pagamentos na empresa para reduzir custos operacionais com autorização do Conselho Deliberativo.
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IMPASSE COM O GRÊMIO E PRAZOS CURTOS
A negociação de Vanderson, revelado no Décio Vitta, segue gerando desdobramentos judiciais. A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) condenou o Grêmio a pagar R$ 1,9 milhão ao clube paulista. No entanto, o Tricolor gaúcho obteve autorização para parcelar os débitos em até 60 meses, travando a entrada imediata de recursos que seriam utilizados para quitar dívidas trabalhistas prioritárias do Rio Branco.
Para que o plano de união com o Sertãozinho avance sem configurar alienação de bens, o acordo precisa ser validado pelo juiz responsável pela Recuperação Judicial. O maior obstáculo é o calendário: o prazo de licenciamento das equipes junto à FPF para as divisões A2 e A3 termina no início desta semana. Como plano alternativo para não perder a filiação, o clube estuda disputar a terceira divisão estadual com atletas das categorias de base.





































































































































