Ponte Preta perde em campo e trava guerra nos tribunais: quem consegue tirar o clube da crise?

Campanha desastrosa se soma a disputas políticas, punições anuladas e reunião cancelada por decisões judiciais.

A goleada por 5 a 1 para o Novorizontino deixou a Ponte com cinco partidas para superar os 17 pontos do Duque de Caxias

Ponte Preta

Campinas, SP, 14 (AFI) – A Ponte Preta chega à reta final de 2026 com duas frentes de crise sem solução: o futebol acumula derrotas, enquanto decisões sobre a vida política do clube passam pelos tribunais. Já rebaixada, a equipe tem 13 pontos após 33 rodadas da Série B. Fora de campo, o Conselho Deliberativo cancelou a reunião extraordinária marcada para 19 de outubro em cumprimento a decisões judiciais.

O cancelamento foi anunciado na terça-feira (13). Segundo o clube, determinações da 12ª Vara Cível de Campinas exigem adequações no procedimento e no calendário de convocação. A reunião estava relacionada ao processo disciplinar envolvendo dez associados, entre eles integrantes da oposição. Uma nova data ainda será definida.

PROCESSOS DIFERENTES, CRISE EM ABERTO

O episódio ocorreu depois de a Justiça anular as exclusões dos dez associados e determinar o restabelecimento de sua situação anterior. O questionamento envolve a condução do procedimento disciplinar interno.

Em outra ação, oito conselheiros tentaram obter o afastamento e a destituição do presidente Luiz Antônio Alves Torrano. O pedido foi julgado improcedente em primeira instância, em decisão que admite recurso. A manutenção do dirigente nessa etapa não encerra os demais conflitos.

O FUTEBOL ACUMULA PREJUÍZOS

A goleada por 5 a 1 para o Novorizontino deixou a Ponte com cinco partidas para superar os 17 pontos do Duque de Caxias em 2011, referência de menor pontuação da Série B no formato com 20 clubes.

A proposta de constituição de uma SAF também não avançou na assembleia de setembro, por não alcançar a aprovação exigida. O clube permanece diante de decisões sobre financiamento, administração e reconstrução do futebol sem uma mudança de modelo aprovada.

A recuperação exige respostas que uma sentença sobre punições de associados não oferece sozinha: recursos para honrar compromissos, planejamento para a Série C e condições para montar uma equipe competitiva. A Justiça decide os pedidos apresentados a ela. Administrar a Ponte e construir uma saída para a crise continua sendo responsabilidade dos dirigentes e dos órgãos internos do clube.

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