Mancini celebra fim de jejum e detalha plano do Bragantino

Mancini analisou a evolução ofensiva de seus atletas e revelou o plano desenhado nos treinamentos para superar o sistema defensivo adversário

Com o resultado expressivo frente ao sexto colocado, o time bragantino saltou para a nona posição da tabela, somando 40 pontos

vagner-mancini-bragantino-ari-ferreira
Vagner Mancini, técnico do Massa Bruta - Foto: Ari Ferreira / Red Bull Bragantino

Bragança Paulista, SP, 13 (AFI) – O Red Bull Bragantino encerrou um incômodo jejum no Campeonato Brasileiro ao bater o Cruzeiro por 4 a 2 na noite desta segunda-feira (12), no estádio Cícero de Souza Marques, pela 30ª rodada.

O Massa Bruta não comemorava um triunfo desde 23 de agosto, quando venceu o Grêmio por 1 a 0, acumulando desde então empates com Mirassol e Botafogo, além de reveses diante de São Paulo, Flamengo, Bahia e Atlético-MG.

Futebol Interior está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

Com o resultado expressivo frente ao sexto colocado, o time bragantino saltou para a nona posição da tabela, somando 40 pontos. Em entrevista coletiva logo após o apito final, o técnico Vagner Mancini analisou a evolução ofensiva de seus atletas e revelou o plano desenhado nos treinamentos para superar o sistema defensivo adversário:

“Os dois gols foram observados nos últimos jogos do Cruzeiro, que tinha uma certa deficiência lá no primeiro pau. Era um time que marcava muito forte do meio para o segundo pau, e ali era um ponto bacana para a gente tentar explorar. Isso foi feito nos treinamentos e, felizmente, deu certo”, explicou o comandante.

MUDANÇA DE POSTURA

Na sequência, o comandante destacou a mudança de postura no terço final do gramado e ressaltou que a equipe aprendeu a ter tranquilidade para colocar nas redes as bolas criadas:

“Nos outros jogos a gente estava criando também, mas não botava a bola para dentro. Hoje foi o contrário: fizemos cinco gols, um foi anulado. Isso mostra não só uma evolução, mas calma na hora de finalizar, algo pedido insistentemente durante a semana para não desperdiçarmos as chances criadas”, ponderou Mancini.

EQUILÍBRIO E LEITURA TÁTICA

Ao relembrar o tropeço anterior contra o Mirassol, quando o time se desorganizou ao se lançar ao ataque, Mancini explicou os motivos que o levaram a fechar o setor de meio-campo no decorrer do confronto desta segunda-feira:

“Da mesma forma que assumi que, diante do Mirassol, a gente perdeu a organização ao tentar colocar o time para frente, hoje fiz o contrário. Preenchi o meio com a entrada do Gabriel e do Matheus. Eles faziam uma saída de dois zagueiros e dois volantes que abria a nossa marcação, mas, em contrapartida, nos davam o contra-ataque”, relatou o técnico.

Outro ponto alto da entrevista foi a atuação de Tiago Volpi debaixo das traves e também com os pés. O goleiro recebeu elogios enfáticos do treinador pela segurança transmitida em momentos de pressão:

“Não me lembro de ter vencido um jogo de quatro gols sofrendo tanto, mas o Volpi fez uma partida quase sem erros. Demos autorização para ele usar os lançamentos longos para escapar da marcação alta deles, e ele executou com perfeição até nos tiros de meta”, afirmou o professor.

CLIMA PESADO EM BELÉM

Agora, o foco total do Bragantino se volta para a viagem ao Norte do país, onde visita o Remo no próximo domingo (18), às 19h30, no Mangueirão. Ciente do desgaste, Mancini alertou sobre as armadilhas climáticas que o grupo encontrará pela frente em Belém:

“Estamos acostumados com viagens longas, mas o que chama a atenção, além da qualidade do Remo, é o calor diferente de lá, com variações de clima que pesam e tornam o ar desgastante para os jogadores. Espero que jogar à noite nos dê a condição de atuar em igualdade para pontuar fora de casa”, completou Mancini.