Série B troca técnicos sem parar; Novorizontino preserva Enderson e chega à vice-liderança
A goleada por 5 a 1 sobre a Ponte Preta levou a equipe de Enderson Moreira aos 60 pontos
Em levantamento publicado após 30 rodadas, o Futebol Interior registrou 20 alterações de comando em 14 clubes
Campinas, SP, 13 (AFI) – O Novorizontino entrou no G-2 da Série B com um treinador que atravessou o campeonato sem perder o cargo. A goleada por 5 a 1 sobre a Ponte Preta levou a equipe de Enderson Moreira aos 60 pontos, um atrás do líder Vila Nova. O contraste aparece quando se observa a frequência com que os concorrentes recorreram a mudanças no banco.
Em levantamento publicado após 30 rodadas, o Futebol Interior registrou 20 alterações de comando em 14 clubes. Somente seis mantinham o treinador da estreia. O recorte considera mudanças durante a Série B e não inclui demissões anteriores, nos estaduais.
SETE EM CADA DEZ CLUBES JÁ HAVIAM MUDADO
Os 14 clubes representavam 70% dos participantes. América-MG e Sport lideravam o levantamento, com três mudanças cada, enquanto Ponte Preta e Avaí tinham duas.
Os números descrevem aquele momento do campeonato, sem pretender representar um total atualizado após a 33ª rodada. Também exigem cuidado na comparação: passagens interinas e critérios de contagem podem alterar levantamentos.
Ainda assim, o retrato mostra a troca de comando como uma resposta frequente à pressão por resultados.
ENDERSON TEVE TEMPO PARA CONSTRUIR
Enderson completou um ano no Novorizontino em agosto. Com três títulos da Série B no currículo, o treinador teve uma sequência de trabalho que atravessou temporadas e permitiu consolidar ideias com o elenco.
A permanência oferece tempo para corrigir problemas sem reiniciar métodos, funções e avaliações a cada fase ruim. Esse é um benefício possível da continuidade, desde que o trabalho continue apresentando fundamentos para ser mantido.
No Novorizontino, a vice-liderança dá resultado concreto à escolha. O acesso, porém, ainda está em disputa.
MUDANÇA NÃO É SINÔNIMO DE REAÇÃO
O levantamento mostrava América-MG e Ponte na parte de baixo mesmo depois das trocas. Também apresentava uma ressalva: manter o treinador não havia afastado o Botafogo-SP da ameaça de rebaixamento.
Portanto, os dados não sustentam que toda demissão é equivocada ou que toda permanência é correta. A qualidade do elenco, as condições financeiras e a capacidade de diagnosticar problemas também pesam.
A comparação mais útil é sobre critérios: o clube sabe o que deseja mudar e quais recursos oferece ao sucessor, ou apenas troca o nome mais exposto depois de uma derrota?
VICE-LIDERANÇA COLOCA O PROJETO À PROVA
O Novorizontino enfrenta o Vila Nova no domingo (18), às 18h, em um confronto direto no topo. A partida será mais um teste de um trabalho preservado em uma competição marcada por rupturas.
O caso do Tigre recomenda uma cobrança diferente aos dirigentes: explicar por que manter ou substituir um profissional. A decisão precisa ter um diagnóstico que vá além da urgência produzida pelo último placar.





































































































































