Santos vive ameaça de novos transfer bans por Pedro Caixinha

Até o mês de julho, o Alvinegro esteve impedido de inscrever novos atletas por conta de uma pendência de R$ 12 milhões com o Monaco

A diretoria do Santos tentou reverter o cenário na Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas teve todos os recursos rejeitados

Pedro Caixinha, ex-técnico do Santos - Foto: Raul Baretta / Santos FC

Santos, SP, 09 (AFI) – O Santos enfrenta uma grave ameaça nos bastidores e pode sofrer novas sanções da Fifa nos próximos dias. Além do débito de 200 mil euros (cerca de R$ 1,1 milhão) com o preparador de goleiros José Francisco Belman Gonzales, o clube alvinegro acumula derrotas judiciais definitivas em quatro processos movidos pelo técnico Pedro Caixinha e seus auxiliares, José Prata e Pedro Malta.

A cobrança conjunta atinge a marca de R$ 15 milhões em rescisões contratuais. A diretoria santista tentou reverter o cenário na Corte Arbitral do Esporte (CAS), mas teve todos os recursos rejeitados.

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O treinador português, que esteve no comando da equipe em apenas 16 partidas e acabou demitido em abril de 2025, não aceitou abrir conversas para um parcelamento amigável devido ao desgaste na forma como foi tratado, recorrendo diretamente às instâncias internacionais. Em setembro, a condenação para o pagamento integral dos valores já havia sido ratificada.

Esta não é a primeira vez em 2026 que o Peixe lida com punições dessa magnitude. Até o mês de julho, o Alvinegro esteve impedido de inscrever novos atletas por conta de uma pendência de R$ 12 milhões com o Monaco. A liberação ocorreu após um acordo financeiro com a NR Sports, empresa gerida pela família de Neymar, que viabilizou a quitação do débito.

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A resolução daquele impasse permitiu ao clube registrar cinco contratados para o elenco principal: Arthur, Lima, Rodinei, Coutinho e Everton Cebolinha. Com exceção do lateral Rodinei, os outros quatro nomes assinaram vínculos curtos, válidos somente até o fim de dezembro.

PRIORIDADE NOS BASTIDORES

Apesar de não se manifestar de forma oficial sobre o assunto, a avaliação interna da diretoria é de que as novas punições não provocam impacto imediato, uma vez que a janela de transferências do futebol brasileiro encontra-se fechada.

A prioridade momentânea do departamento de futebol é manter os pagamentos do elenco profissional em dia e honrar os compromissos até o encerramento da temporada.