O 'sim' à SAF ainda não entrega o Guarani a Graziano: entenda o que falta
A aprovação de 2 de outubro autoriza a criação da SAF, mas não a venda para Graziano.
A nova proposta passa pelo Conselho e por assembleias antes da decisão dos associados.
Campinas, SP, 09 (AFI) – O Guarani aprovou a criação de uma Sociedade Anônima do Futebol, mas ainda não aprovou a venda de seu controle a Roberto Graziano. Essa diferença explica por que a votação de 2 de outubro, embora importante, não encerrou a negociação que pode mudar a administração do futebol bugrino.
Na assembleia, foram 235 votos favoráveis e 12 contrários à constituição da SAF. A autorização recebeu cerca de 95% de apoio dos participantes. O resultado permite avançar com o novo modelo, mas a transferência de 90% das ações ao grupo do empresário depende de uma decisão específica dos associados.
A nova versão da proposta já foi entregue ao clube. Antes de chegar à votação, deverá passar pelo Conselho Deliberativo, responsável por analisar o documento e emitir um parecer.
Por que o processo recomeça
A separação das decisões acontece depois de uma negociação marcada por alterações no contrato e adiamentos.
Graziano retirou a oferta anterior após questionamentos de associados e conselheiros sobre mudanças feitas durante as conversas. Entre os pontos discutidos estavam multas e garantias.
A preocupação era que o texto levado à decisão final contivesse alterações que ainda precisavam de nova análise do Conselho. Para reduzir o risco de contestação judicial, o empresário optou por reiniciar o procedimento de avaliação da proposta.
O episódio mostra por que os percentuais de participação não são a única questão em discussão. O contrato também precisa estabelecer obrigações, prazos, garantias e consequências para eventual descumprimento.
As próximas etapas
Depois do parecer do Conselho, a previsão é realizar três assembleias para apresentação da operação e esclarecimento de dúvidas. Uma quarta reunião será destinada à votação.
O calendário discutido internamente considera encontros em 9, 10 e 11 de novembro, com votação no dia 13. As datas, entretanto, dependem das formalidades de convocação.
Se aprovada a transferência proposta, o grupo de Graziano ficará com 90% da SAF, enquanto o Guarani manterá 10%.
Os valores anteriores exigem cuidado
A proposta retirada previa compromissos que somavam R$ 1,075 bilhão. O pacote incluía recursos para operação do futebol e do clube social, construção de estádio, centro de treinamento e atendimento ao passivo da recuperação judicial.
Esses valores pertencem à versão anterior do negócio. Não devem ser tratados automaticamente como condições definitivas da nova oferta, nem como dinheiro disponível de imediato no caixa.
Há ainda despesas para formalizar a empresa. A estimativa divulgada para documentação, registros e demais procedimentos é de aproximadamente R$ 700 mil.
Enquanto o contrato segue em análise, o Guarani também precisa preparar a temporada de 2027. A autorização para criar a SAF abre uma etapa administrativa; a votação da venda definirá se o clube entregará o controle do futebol ao investidor.





































































































































