Aroldo Guidão teve a consciência de não colocar o orgulho pessoal acima do coletivo e deixou a presidência do Goiás.
Presidente do Goiás não controla os problemas financeiros e opta pela renúncia. Isso deveria servir de exemplo para a Ponte Preta.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 7 (AFI) – Ainda existem dirigentes de futebol cônscios e tratam assuntos de uma comunidade além de interesses pessoais.
É o caso do presidente do Goiás, Aroldo Guidão Filho, que reconheceu a sua incompetência para controlar a debacle financeira do clube, e teve a humildade de renunciar ao cargo.
Guidão sabe perfeitamente que atrás dele estão aflitos torcedores do Goiás que não admitem um clube tradicional como esse ‘ficar a Deus dará’ no futebol.
O clube dele não corre risco de rebaixamento na Série B do Brasileiro, mas tem salários atrasados de jogadores, dívida aumentando, sem que ele e sua equipe encontrassem alternativa de controle.
Aroldo Guidão teve a consciência de não colocar o orgulho pessoal acima do coletivo.
ADMISSÃO DE INCOMPETÊNCIA
Admitiu a sua incompetência administrativa e, como recomenda a lógica, abriu espaço a quem supostamente tenha habilidade para ao menos amenizar a situação.
Ele não ignorou a sua coletividade dilacerada, escarneada e desgraçada.
Infelizmente, no futebol, prevalece a perversidade de dirigentes que julgam o clube como sendo a sua propriedade privada, e, como donos, dane-se aquilo que deles pensam.
Dirigentes que inserem-se no mundo da insensibilidade, como na classe política e jurídica.
É assim que a ‘banda toca’ e são várias as histórias de clubes com aparentes características sólidas, mas sucumbem.
MOGI MIRIM E PAULISTA DE JUNDIAI
Quem diria que o Mogi Mirim, modelo de futebol com o saudoso treinador Oswaldo Alvarez, o Vadão, fosse se derreter?
O desastroso percurso negativo de clubes é ampliado com Comercial de Ribeirão Preto, Paulista de Jundiaí, XV de Jaú, Rio Branco de Americana, União Barbarense e América de Rio Preto.
Pois todos eles, indistintamente, foram tidos como estorvos na vida de grandes clubes do futebol paulista, mas gradativamente foram se definhando.
Evidente que a Lei Pelé foi um obstáculo na continuidade normal e sobrevivência de cada um dos citados, mas claro está que a incapacidade de dirigentes para enfrentamento dos problemas foram determinantes para que sucumbissem.
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