Após repetir duas quedas, Ponte Preta reencontra história que teve reviravolta em 1995

Rebaixada no Paulista e no Brasileiro em 1995, Macaca permaneceu na Série B após desistências e conquistou o acesso à elite dois anos depois

A Ponte Preta volta a encerrar uma temporada com rebaixamentos no Paulista e no Brasileiro

Ponte Preta está rebaixada com 7 rodadas de antecedência
Ponte Preta está rebaixada com 7 rodadas de antecedência (Foto: Marcos Ribolli-PontePress)

Campinas, SP, 07 (AFI) – A Ponte Preta conhece o tamanho do desafio de reconstruir um clube depois de dois rebaixamentos na mesma temporada. Mas a história de 1995, novamente lembrada após as quedas de 2026, não terminou com a confirmação do desastre. Uma mudança na composição da Série B manteve a Macaca na competição em 1996 e antecedeu uma recuperação que culminaria no acesso à elite nacional.

Há 31 anos, o clube caiu no Campeonato Paulista e no Brasileiro. Agora, volta a enfrentar o mesmo resultado esportivo, com a necessidade de preparar uma temporada de Série A2 estadual e Série C nacional em 2027.

A queda em campo não levou à Série C

Embora tivesse sido rebaixada em 1995, a Ponte disputou a segunda divisão brasileira no ano seguinte. Desistências de participantes por problemas financeiros abriram espaço para sua permanência.

O episódio muda a leitura daquela temporada: a recuperação nacional ocorreu com a equipe ainda na Série B, sem precisar conquistar um acesso na terceira divisão.

Isso não tornou a reconstrução imediata. No Paulista, a Ponte continuou na A2 e ainda atravessou dificuldades antes de retornar à elite estadual, em 1999.

Dois anos depois, o Majestoso voltou a comemorar

Em 7 de dezembro de 1997, um empate por 1 a 1 com o Náutico confirmou o acesso ao Brasileirão diante de mais de 20 mil torcedores no Moisés Lucarelli.

Claudinho marcou para a Ponte. A campanha terminou com 13 vitórias, sete empates e três derrotas em 23 partidas. O time começou sob o comando de Antônio Augusto Pardal e encerrou a competição com Pepe.

A sequência histórica oferece um contraponto à crise atual: as duas quedas não impediram uma recuperação, mas ela exigiu temporadas de trabalho. Para a Ponte de 2026, o próximo capítulo ainda precisa ser construído.

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