Alemão revela arrependimento por saída precoce do Santos: “Não era o momento”
Ex-atacante Alemão relembrou saída do Santos para a Udinese e admitiu que teria renovado com o clube caso pudesse voltar no tempo.
Valinhos, SP, 6 (AFI) – A decisão de deixar o Santos ainda muito jovem é uma das escolhas da carreira que o ex-atacante Alemão, hoje treinador, gostaria de ter feito de maneira diferente. José Carlos Tofolo Júnior relembrou a passagem pelo Peixe e admitiu que teria renovado seu contrato caso pudesse voltar no tempo.
Promovido ao profissional do Santos em 2008, Alemão ainda era uma promessa quando recebeu propostas de clubes europeus. Entre elas, estavam Liverpool, Real Madrid B, Udinese e Torino. A possibilidade de atuar na Europa pesou na decisão, mas a transferência para a Itália acabou trazendo uma dificuldade inesperada.
“EU TERIA RENOVADO COM O SANTOS”
Segundo Alemão, pessoas importantes dentro do Santos tentaram convencê-lo a permanecer. O ex-jogador citou o então presidente Marcelo Teixeira, além do técnico Leão, que deixou o clube posteriormente, e Cuca, que assumiu a equipe e também pediu sua permanência.
“Eu, se eu pudesse voltar atrás, eu teria renovado com o Santos. Por quê? Porque não era o momento de eu ter saído. E todos falavam isso pra mim.”
Alemão explicou que já estava decidido a buscar novos caminhos quando as propostas do futebol europeu apareceram. A assinatura com um empresário italiano acabou direcionando sua carreira para a Udinese.
UM ANO SEM PODER JOGAR NA ITÁLIA
A transferência, porém, não teve o início esperado. O atacante contou que passou cerca de um ano sem atuar porque não possuía a documentação italiana necessária para ser inscrito como jogador comunitário.
“Eu saio do Santos e vou pra Udinese, só que eu fico um ano sem jogar. Eu não sabia disso. Eu fico um ano sem poder jogar porque eu não tinha documento italiano e eu não conseguia jogar como extra comunitário.”
Naquele momento, a Udinese tinha apenas três vagas disponíveis para jogadores estrangeiros na condição em que Alemão se encontrava. As posições já eram ocupadas por nomes de peso: o colombiano Zapata, o chileno Mauricio Isla e Alex Sánchez.
Para o atacante, a situação foi especialmente difícil porque ele havia deixado o Santos ainda sem estar consolidado no futebol profissional.
“EU ERA UMA PROMESSA”
Alemão reconhece que a pouca experiência no time principal também pesou para que a transferência não tivesse o efeito esperado. O atacante havia feito poucos jogos pelo Santos e ainda buscava espaço no elenco profissional.
“Eu saio do Santos, eu tinha feito pouquíssimos jogos pelo Santos, eu era uma promessa, não era um jogador consolidado, e eu acabei me precipitando saindo do Santos muito novo.”
O episódio se transformou, segundo o próprio ex-jogador, em uma experiência que ele carrega para orientar jovens atletas. Para Alemão, sua trajetória pode servir de alerta para jogadores das categorias de base que recebem propostas para deixar seus clubes ainda no começo da carreira.
CONSELHO PARA OS JOVENS
Revelado pelo Santos, Alemão começou nas categorias de base do clube e ganhou destaque antes de chegar ao profissional. A estreia aconteceu em 2008, e o atacante marcou seu primeiro gol como profissional contra o Paulista de Jundiaí.
Ao olhar para trás, ele considera que poderia ter esperado mais antes de aceitar uma transferência internacional.
“A minha história serve de exemplo pra muitos jogadores da base, muitos meninos que sonham em ser jogador, que têm a chance, que estão ali, que têm a oportunidade.”
Atualmente treinador, Alemão passou por diferentes clubes ao longo da carreira e também levou para a nova função as experiências acumuladas como jogador. Em 2024, comandando o Monte Azul, conquistou a Copa Paulista.
LEMBRANÇA DE PELÉ
Durante a lembrança dos tempos de Santos, Alemão também citou um episódio envolvendo Pelé. Segundo o ex-atacante, o Rei chegou a conversar com ele durante um treinamento e perguntou sobre seus planos e o momento que atravessava na carreira.
A lembrança reforça o peso que a passagem pelo Santos teve na trajetória de Alemão, que deixou o clube ainda jovem em busca do futebol europeu e, anos depois, passou a enxergar aquela decisão sob uma perspectiva diferente.





































































































































