SAF entra na reta decisiva e Guarani coloca futuro nas mãos dos associados

Depois de adiar a votação para corrigir pontos jurídicos e patrimoniais, Bugre marca novas assembleias e prepara decisão sobre a venda

O Guarani retoma neste mês o processo que pode transformar definitivamente a administração do futebol.

Série C - Guarani - 2025
Crise externa ronda o Brinco de Ouro - Foto: Raphael Silvestre - GFC

Campinas, SP, 08 (AFI) – O futuro do futebol do Guarani será decidido fora das quatro linhas. Depois de encerrar precocemente sua participação na Série C, o clube entra na reta final das discussões sobre a criação da Sociedade Anônima do Futebol e a transferência de 90% do novo negócio ao grupo liderado pelo empresário Roberto Graziano.

A votação definitiva estava inicialmente prevista para 4 de setembro, mas foi adiada após a identificação de pontos que ainda precisam ser corrigidos na minuta do contrato. As pendências envolvem a adequação do acordo à Recuperação Judicial do Guarani, o cumprimento da legislação das SAFs e a definição sobre o patrimônio que permanecerá ligado ao clube social.

O processo será retomado em três encontros. As duas primeiras assembleias estão marcadas para os dias 21 e 23 de setembro, de forma presencial no ginásio do clube. A votação decisiva será realizada no dia 25, em formato híbrido, com participação presencial e virtual.

Pelo cronograma divulgado, a última assembleia começará às 15h30, com segunda chamada às 16h. Os associados poderão votar até as 20h, quando será iniciada a apuração do resultado.

A proposta estabelece que o grupo de Graziano ficará com 90% das ações da SAF, enquanto a associação Guarani Futebol Clube manterá os outros 10%. Os valores financeiros, segundo as informações apresentadas aos conselheiros, não estão mais entre os pontos em discussão.

O projeto prevê um investimento global de até R$ 1,075 bilhão. Desse total, R$ 400 milhões seriam destinados à operação da SAF e do clube social, R$ 300 milhões à construção de um novo estádio, R$ 25 milhões a um novo centro de treinamento e até R$ 350 milhões ao pagamento do passivo incluído na Recuperação Judicial.

MAIS DETALHES

Antes de chegar aos associados, a proposta recebeu parecer favorável do Conselho Deliberativo, mas com ressalvas. A aprovação do colegiado permitiu o avanço do processo, sem eliminar a necessidade de ajustes jurídicos e esclarecimentos sobre a divisão dos bens do clube.

A transformação, portanto, ainda não está confirmada. Para a SAF sair do papel, a minuta precisa ser concluída e os associados terão de aprovar tanto a criação da nova empresa quanto a operação apresentada pelo investidor. Até lá, a principal decisão do Guarani em 2026 continuará em aberto.

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