Sem futebol profissional até 2027, base vira laboratório para reconstrução do Guarani
Categorias inferiores mantêm o clube em atividade e ganham importância em um período marcado por cortes, incertezas e planejamento para a próxima temporada
Com o encerramento precoce do calendário do time principal, os jovens passam a concentrar as atenções no Guarani.
Campinas, SP, 08 (AFI) – Sem partidas oficiais do time profissional previstas para o restante de 2026, o Guarani encontra nas categorias de base o único caminho para manter a bola rolando e começar a desenhar a equipe da próxima temporada.
A eliminação na primeira fase da Série C deixou o Bugre fora das competições nacionais e abriu um intervalo de aproximadamente quatro meses até o Paulistão de 2027. Enquanto o elenco principal passa por um processo de esvaziamento, os jovens seguem disputando os campeonatos estaduais.
O sub-20 ocupa o centro desse período de observação. A equipe venceu o XV de Jaú por 2 a 0 na última rodada do Campeonato Paulista e volta a campo no sábado, dia 12, contra o Grêmio Prudente, no Estádio Paulo Constantino.
A continuidade do calendário permite que o clube acompanhe atletas capazes de integrar a pré-temporada do profissional. A utilização da base ganha peso diante das limitações financeiras e da indefinição provocada pelo processo de criação da SAF.
O Guarani já protegeu alguns de seus jovens com contratos profissionais. Em abril, o clube oficializou os primeiros vínculos desse tipo com Leonardo D’Amato e Bryan Queiroz, de 17 anos. Os acordos fazem parte da tentativa de preservar ativos e evitar a saída precoce de promessas.
A base também pode ajudar a diminuir o tamanho da reformulação. O elenco que disputou a Série C passa por uma sequência de empréstimos e rescisões, enquanto poucos titulares possuem vínculo assegurado para 2027. Nesse cenário, jogadores formados no clube surgem como alternativas de menor custo.
PRÓXIMOS PASSOS
Isso não significa que haverá promoção automática. O desempenho nos jogos, a adaptação física e a avaliação da futura comissão técnica serão determinantes. A possível mudança no comando do futebol, caso a SAF seja aprovada, também poderá influenciar as escolhas.
Mesmo sem o time principal em campo, o restante de 2026 não precisa representar um período perdido. Para o Guarani, acompanhar e desenvolver seus jovens pode ser o primeiro passo de uma reconstrução que terá pouco espaço para novos erros.





































































































































