Zanardi rompe silêncio após deixar a Ponte: 'Não havia mais condições'

Treinador atribuiu decisão ao agravamento da crise financeira e destacou comprometimento dos jogadores mesmo diante do cenário adverso

Márcio Zanardi se pronunciou pela primeira vez após pedir demissão da Ponte Preta

PONTE
Marcio Zanardi, técnico da Ponte Preta

Campinas, SP, 27 (AFI) – Márcio Zanardi rompeu o silêncio após pedir demissão da Ponte Preta e explicou por que decidiu interromper sua passagem pelo clube. Em mensagem publicada nas redes sociais, o treinador afirmou que a crise financeira atingiu um ponto que inviabilizou a continuidade do trabalho.

“Chegamos a um entendimento de que não havia mais condições de dar prosseguimento ao trabalho”, escreveu Zanardi ao comentar a conversa mantida com a diretoria antes do desligamento.

O técnico afirmou que aceitou assumir a Ponte mesmo conhecendo as dificuldades enfrentadas pelo clube. A expectativa era encontrar soluções esportivas e administrativas durante a Série B, mas o cenário se deteriorou ao longo dos últimos meses.

Segundo Zanardi, “o agravamento da situação financeira comprometeu o desenvolvimento do trabalho”. A declaração reforça que a saída não ocorreu apenas por causa dos resultados dentro de campo.

O treinador também saiu em defesa dos jogadores, que entraram em greve por atrasos de salários e direitos de imagem que chegam a seis meses. Zanardi agradeceu ao elenco pela postura e destacou o “comprometimento e hombridade” demonstrados pelos atletas.

Durante sua passagem, o técnico já havia relatado publicamente a falta de condições mínimas no clube. Ele revelou que jogadores atuavam com problemas físicos devido à escassez de opções e chegou a afirmar que a Ponte poderia fechar caso não avançasse com a transformação em SAF.

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Zanardi assumiu a equipe em 11 de junho, quando a Macaca ocupava a vice-lanterna da Série B, com oito pontos. Em 12 partidas sob seu comando, foram dois empates e dez derrotas. O time marcou apenas dois pontos e caiu para a última posição.

Apesar da campanha, o treinador afirmou acreditar na recuperação da instituição. Ele citou a existência de dirigentes empenhados em encontrar uma saída e agradeceu aos torcedores pelo respeito recebido durante a curta passagem pelo Majestoso.

O pronunciamento ocorreu no mesmo dia em que os jogadores suspenderam treinos e partidas. A paralisação colocou em dúvida a presença da Ponte diante do América-MG, no domingo (30), em Belo Horizonte.

Sem Zanardi, a diretoria iniciou conversas com Gilson Kleina. O velho conhecido da torcida aceitou negociar uma sexta passagem pelo clube, mas qualquer novo treinador encontrará um elenco em greve e uma crise que, nas palavras do técnico que acaba de sair, já não permitia a continuidade do trabalho.

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