Dodô quebra silêncio após saída do Náutico e rebate polêmica
A transferência de Dodô para o futebol sul-coreano se desdobrou em uma novela repleta de atritos
Dodô rebateu as declarações da diretoria alvirrubra, citou atrasos salariais e afirmou que nunca recebeu uma oferta de renovação
Recife, PE, 11 (AFI) – Anunciado oficialmente como reforço do Jeonbuk Hyundai Motors, da Coreia do Sul, o meia Dodô utilizou suas redes sociais nesta terça-feira para se pronunciar sobre a conturbada rescisão contratual com o Náutico.
O atleta rebateu as declarações da diretoria alvirrubra, citou atrasos salariais no Recife e afirmou que nunca recebeu uma oferta de renovação por parte do Timbu.
“O Náutico nunca me fez uma proposta para renovar e nunca sequer buscou conversar comigo. Eu procurei o clube várias vezes para falar sobre isso, inclusive por e-mail, deixando registrado o meu interesse”, revelou o meio-campista.
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“Não consigo entender qual é o problema em querer uma oportunidade melhor para a minha carreira. Qualquer trabalhador, quando recebe uma oportunidade muito melhor, vai querer aproveitá-la. Eu só fiz o mesmo”, completou.
NOVELA DODÔ
A transferência de Dodô para o futebol sul-coreano se desdobrou em uma novela repleta de atritos. No início de julho, o Jeonbuk apresentou a primeira proposta pelo meia. Para não perder o atleta, a gestão do presidente Bruno Becker exerceu a opção de compra de R$ 800 mil junto ao Coimbra-MG, acordando um pagamento parcelado a partir de fevereiro.
Contudo, a relação ruiu rapidamente. Dodô faltou a um treinamento sem justificativa prévia e, embora tenha alegado problemas de saúde, o técnico Hélio dos Anjos desmentiu a versão publicamente. Após duas semanas afastado, o jogador pediu desculpas e acabou reintegrado ao elenco após mediação do meia Jean Carlos.
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Apesar da expectativa de retorno aos gramados, o atleta alegou lesão e, em seguida, obteve a liberação indireta na Comissão Nacional de Resoluções de Disputa (CNRD), fato que gerou forte insatisfação interna, o meia Jean Carlos chegou a classificá-lo como “laranja podre”, enquanto o presidente Bruno Becker declarou que não queria “gente com caráter duvidoso” no clube.
DESABAFO DA SAÍDA
No comunicado oficial, o jogador revelou mágoa com o comportamento de atletas do próprio plantel alvirrubro. Segundo o meia, houve incentivo interno para que ele aceitasse a transferência internacional.
“O que mais me deixa triste é ver algumas pessoas falando coisas completamente diferentes do que falaram comigo pessoalmente. Inclusive, alguns dos atletas que conversaram para que eu voltasse aos treinos me incentivaram a sair”, expôs o atleta.
“Respeitei meu contrato com o Náutico e, principalmente, respeitei o Coimbra, clube ao qual eu pertencia, que detinha meus direitos e exigiu que eu buscasse uma solução perante a CBF. Tudo foi tratado pelos caminhos oficiais. A CNRD analisou o caso, o Náutico teve a oportunidade de se manifestar e, no fim, eu pude seguir minha carreira e aceitar a oportunidade de jogar no Jeonbuk”, justificou.
Confira na íntegra a nota divulgada por Dodô:
“Em respeito ao Náutico e à torcida, quero explicar de forma resumida o que realmente aconteceu. Nunca escondi de ninguém dentro do clube que, enquanto tivesse contrato, estaria à disposição para treinar e jogar. Mas também sempre fui sincero sobre o meu desejo.
O Náutico nunca me fez uma proposta para renovar e nunca sequer buscou conversar comigo. Eu procurei o clube várias vezes para falar sobre isso, inclusive por e-mail, deixando registrado o meu interesse.
Quando surgiu a oportunidade do Jeonbuk e o Náutico tomou conhecimento do meu interesse em aceitar, passaram a desmerecer a proposta e a dizer à imprensa que era uma oportunidade ruim, mesmo com os salários do clube atrasados.
Não consigo entender qual é o problema em querer uma oportunidade melhor para a minha carreira. Qualquer trabalhador, quando recebe uma oportunidade muito melhor, vai querer aproveitá-la. Eu só fiz o mesmo.
O que mais me deixa triste é ver algumas pessoas falando coisas completamente diferentes do que falaram comigo pessoalmente. Inclusive, alguns dos atletas que conversaram para que eu voltasse aos treinos me incentivaram a sair.
Respeitei meu contrato com o Náutico e, principalmente, respeitei o Coimbra, clube ao qual eu pertencia, que detinha meus direitos e exigiu que eu buscasse uma solução perante a CBF. Tudo foi tratado pelos caminhos oficiais. A CNRD analisou o caso, o Náutico teve a oportunidade de se manifestar e, no fim, eu pude seguir minha carreira e aceitar a oportunidade de jogar no Jeonbuk.
Agradeço ao Náutico e à torcida por tudo que vivi nesse período. Levo comigo as boas lembranças e desejo, de coração, que o clube siga sempre no caminho certo. Agora é seguir em frente e buscar novos desafios.”





































































































































