Em fim de contrato, Scaloni deve decidir futuro após final da Copa

Técnico de 48 anos tem vínculo até dezembro, com possibilidade de deixar o cargo depois da Copa.

Apesar de acordo verbal, decisão virá depois do Mundial. Ele já é o 2º com mais jogos pela Albiceleste.

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Nova Jersey, EUA, 17 (AFI) – Lionel Scaloni já tem lugar cativo entre os maiores treinadores da história da Argentina. Tricampeão da Copa América, campeão mundial em 2022 e agora novamente na final da Copa de 2026, o técnico de 48 anos pode coroar uma trajetória vitoriosa com mais um troféu no domingo, contra a Espanha. Mas, independentemente do resultado, o futuro no cargo segue indefinido.

CONTRATO PREVÊ SAÍDA, MAS HÁ ACORDO VERBAL

Scaloni tem vínculo com a AFA até o fim do ano, mas uma cláusula contratual permite que ele deixe o comando da seleção argentina logo após a Copa do Mundo de 2026. Segundo a imprensa argentina, há um acordo de palavra entre o treinador e a federação para renovação até 2030, mas a assinatura ainda não foi concretizada.

Durante a preparação e a disputa do Mundial, o técnico evitou tocar no assunto. “Não vou falar da minha situação. Estou focado nos jogos”, repetiu sempre que questionado. Após o apito final em Nova Jersey, a conversa será inevitável — ainda mais em um cenário de provável despedida de Lionel Messi da seleção.

DE DESCONHECIDO A LENDA

Scaloni assumiu a seleção argentina em um dos momentos mais turbulentos de sua história recente, após a eliminação para a França nas oitavas da Copa de 2018, ainda como auxiliar de Jorge Sampaoli. O que parecia uma aposta arriscada se transformou em uma das eras mais gloriosas da Albiceleste.

Em quase oito anos de trabalho, são 81 vitórias e quatro títulos: Copa América 2021 (vencendo o Brasil no Maracanã e encerrando jejum de 28 anos), Finalíssima 2022 (contra a Itália), Copa do Mundo 2022 (fim de 36 anos de espera) e Copa América 2024.

MARCAS HISTÓRICAS

Scaloni é o segundo treinador com mais jogos à frente da seleção argentina: são mais de 100 partidas. Só é superado por Guillermo Stábile, que comandou a equipe em 125 jogos, em duas passagens, e conquistou seis Sul-Americanos (antiga Copa América), dois ouros pan-americanos e um Pan-Americano.

Outro nome lendário, César Luís Menotti — campeão mundial em 1978 —, ficou nove anos no cargo e dirigiu 81 partidas. Scaloni já o igualou em número de jogos e o superou em títulos.

O PÓS-MESSI E A DECISÃO

Com a provável aposentadoria de Messi da seleção após a Copa de 2026, a Argentina entrará em uma nova era. E a primeira grande pergunta será: com ou sem Scaloni? A resposta virá nos dias seguintes à final. Por ora, o foco está em Nova Jersey. Depois, o futuro.

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