Veja detalhes do crescimento do futebol feminino no Brasil

Cenário favorece investimentos e fortalece as estruturas dos times, que agora contam com uma agenda mais recheada e organizada

CBF projeta investir mais de R$ 685 milhões, com um aumento de 41% nas datas do calendário nacional e de 84% no número de partidas

GABI ZANOTTI
Gabi Zanotti celebra gol pelo Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel-SCCP)

Campinas, SP, 16 (AFI) – O futebol feminino brasileiro vive um momento de franca ascensão, com números que não param de crescer às vésperas da Copa do Mundo Feminina 2027, marcada para acontecer no Brasil entre 24 de junho e 25 de julho. De 2021 para 2026, a modalidade viu o total de competições nacionais saltar de seis para nove, um crescimento de 50%.

O número de clubes participantes também subiu, passando de 58 para 79, um avanço de 36%, enquanto a quantidade de partidas quase dobrou, indo de 398 para 712 jogos, um aumento de 79%.

SAIBA MAIS

Somente no último ano, cinco novas equipes estrearam nas categorias de base. O principal destaque, porém, foi a explosão no número de jogos: o Brasileirão A1 cresceu 25%, o A2 disparou 91%, o A3 avançou 62% e a Copa do Brasil Feminina saltou 12,5% em relação à temporada anterior.

Para dar ainda mais visibilidade ao espetáculo, a CBF assumiu a transmissão de 100% dos confrontos da Copa do Brasil Feminina e dos Brasileirões A1, Sub-20 e Sub-17, além das fases decisivas das Séries A2 e A3.

O calendário do ano passado já ganhou destaque com nove competições, incluindo a Supercopa Feminina, com 74 clubes inscritos e 563 partidas. Em 2026, esses números subirão ainda mais, chegando a 79 clubes e 712 partidas realizadas.

INVESTIMENTO

Essa evolução traz mais previsibilidade para as equipes, facilitando o planejamento desde a pré-temporada até a integração das competições nacionais com os estaduais. O cenário favorece investimentos e fortalece as estruturas dos times, que agora contam com uma agenda mais recheada e organizada.

As divisões do Campeonato Brasileiro Feminino refletem o salto de qualidade da modalidade. Criada em 2013, a competição ganhou a Série A2 em 2017 e a A3 em 2022. Já a Copa do Brasil, inaugurada em 2007, ficou fora do calendário entre 2017 e 2023 e voltou reformulada, reunindo equipes das Séries A1, A2 e A3.

Entre 2024 e 2029, a CBF projeta investir mais de R$ 685 milhões no futebol feminino, com um aumento de 41% nas datas do calendário nacional e de 84% no número de partidas organizadas. O sucesso dessas ações depende também do comprometimento e planejamento dos clubes e federações, que precisam entrar em campo para manter o ritmo acelerado do crescimento.