Scaloni pode igualar marca histórica de 88 anos na Copa

O feito inédito pertence ao italiano Vittorio Pozzo, que conduziu a Itália aos títulos de 1934 e 1938

Se levantar a taça, Scaloni se tornará apenas o segundo treinador na história do futebol a conquistar o bicampeonato consecutivo

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Lionel Scaloni tenta o bicampeonato mundial - Foto: Divulgação / Argentina

Campinas, SP, 16 (AFI) – O técnico Lionel Scaloni está prestes a colocar seu nome definitivamente no topo da história das Copas do Mundo. Após classificar a Argentina para a grande final ao vencer a Inglaterra de virada por 2 a 1, em Atlanta, o comandante de 48 anos pode igualar um recorde lendário que dura quase nove décadas caso vença a Espanha na grande decisão deste domingo.

Se levantar a taça, Scaloni se tornará apenas o segundo treinador na história do futebol a conquistar o bicampeonato mundial de forma consecutiva. O feito inédito pertence ao italiano Vittorio Pozzo, que conduziu a Itália aos títulos de 1934 e 1938.

CONFIRA:
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Caso a seleção albiceleste confirme o favoritismo, o treinador argentino superará o próprio Pozzo em um aspecto: a idade. Scaloni alcançaria o segundo título mundial consecutivo aos 48 anos, quatro a menos do que tinha o comandante da Itália na Copa de 1938.

Desde a façanha do italiano, 15 técnicos campeões mundiais tentaram repetir o feito, mas todos falharam no meio do caminho. O exemplo mais recente é Didier Deschamps, que faturou a Copa de 2018 com a França, mas perdeu a final de 2022 justamente para a Argentina de Scaloni.

O comandante francês tentou o bi novamente em 2026, mas se despediu na semifinal ao cair por 2 a 0 diante da Espanha. Aos 57 anos, Deschamps já confirmou que deixará a seleção francesa após o término do Mundial.

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LISTA SELETA

Antes de Deschamps, outros treinadores lendários chegaram muito perto de igualar a marca histórica de Vittorio Pozzo, mas acabaram batendo na trave:

  • Carlos Bilardo: Campeão com a Argentina em 1986, ficou com o vice-campeonato em 1990;
  • Mário Jorge Lobo Zagallo: Comandou o Brasil no tri em 1970 e acabou derrotado na final de 1998 para a França (que tinha Deschamps como capitão). Também levou o Brasil ao 4º lugar em 1974;
  • Vicente Feola: Faturou a taça em 1958, mas acabou eliminado com a Seleção Brasileira ainda na fase de grupos em 1966.

BRASILEIROS FALHARAM

Outros dois técnicos brasileiros que marcaram época com títulos mundiais também amargaram campanhas frustrantes ao tentarem o segundo troféu.

Carlos Alberto Parreira, campeão do tetra em 1994, acumulou decepções em suas outras participações. Em 1998, foi demitido da Arábia Saudita após apenas duas rodadas. Em 2006, retornou ao comando do Brasil e caiu nas quartas de final. Em 2010, dirigindo a anfitriã África do Sul, não passou da fase inicial, o mesmo destino que teve com Kuwait (1982) e Emirados Árabes (1990).

Por fim, Luiz Felipe Scolari, comandante do penta em 2002, bateu na trave em 2006 ao levar Portugal ao quarto lugar. Em seu retorno à Seleção Brasileira em 2014, o sonho do hexacampeonato sob sua liderança ruiu no histórico revés por 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal.