Ex-dirigentes do Corinthians viram réus por desvio milionário

De acordo com a acusação do MP, os gestores falharam no dever de fiscalizar e impedir o desvio original de R$ 3,4 milhões na época

O Ministério Público exige uma reparação financeira expressiva ao caixa do Corinthians

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Sede social do Corinthians - Foto: José Manoel Idalgo / Agência Corinthians

São Paulo, SP, 15 (AFI) – O cenário político e jurídico do Corinthians sofreu uma forte reviravolta. A Justiça de São Paulo acatou a denúncia formalizada pelo Ministério Público (MP-SP) e tornou réus o ex-motorista do clube, João Odair de Souza, conhecido como “Caveira”, e três ex-membros da cúpula financeira do Timão.

Eles responderão por envolvimento em um suposto desvio milionário nos bastidores do Parque São Jorge. As investigações apontam que as irregularidades ocorreram entre os anos de 2018 e 2023, período que abrange as gestões presidenciais de Andrés Sanchez e Duilio Monteiro Alves.

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O ex-motorista João Odair foi denunciado pelo crime de apropriação indébita. Já os ex-diretores financeiros Matías Ávila e Wesley Melo, juntamente com o ex-gerente financeiro Roberto Gavioli, viraram réus por omissão relevante.

De acordo com a acusação do MP, os gestores falharam no dever de fiscalizar e impedir o desvio original de R$ 3,4 milhões, montante que, com as devidas correções monetárias atuais, atinge a marca de R$ 7,3 milhões.

Como medidas cautelares aplicadas imediatamente pela Justiça durante o andamento do processo criminal, os quatro envolvidos tiveram seus passaportes retidos e os bens bloqueados de forma preventiva. Além disso, o grupo está expressamente proibido de frequentar as dependências sociais e administrativas do clube.

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MP COBRA RESSARCIMENTO

Na peça acusatória encaminhada ao Poder Judiciário, o Ministério Público exige uma reparação financeira expressiva ao caixa do Corinthians. O órgão pede que Matías Ávila devolva R$ 6 milhões, enquanto a cobrança estipulada para Wesley Melo é de R$ 250 mil.

O estopim para a abertura das apurações sobre a circulação de dinheiro em espécie nas dependências do clube se deu após reportagens do portal ge denunciarem a quitação de despesas de cunho estritamente pessoal durante o mandato de Duilio Monteiro Alves.