Devendo R$ 300 milhões, sócios do Avaí aprovam SAF
Empresa promete quitar a dívida do Avaí, mas só entrou com R$ 2,5 milhões de aporte. Não parece ser um bom começo de parceria.
SAF é o caminho fácil seguido por muitos clubes falidos após gestões duvidosas e sob direção de dirigentes, quase sempre, corruptos
Florianópolis, SC, 14 (AFI) – Os sócios do Avaí aprovaram, com 80% dos votos favoráveis, a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e a proposta de investimentos apresentada pela empresa Kactus Capital. A decisão, tomada em ‘assembleia geral de sócios’ com a participação dos associados e conselheiros, marca um momento importante da história do Clube. Para o bem ou para o mal. Só o tempo dirá.
Este é o caminho fácil seguido por muitos clubes falidos após gestões duvidosas e sob direção de dirigentes, quase sempre, corruptos e incompetentes. Nos últimos meses, o elenco conviveu com atrasos salariais, que comprometeram o desempenho do time dentro da Série B do Brasileiro. O Avaí está na zona de rebaixamento, com 18 pontos, em 17º lugar.
A aprovação pelos sócios ocorre após o Conselho Deliberativo já ter dado sinal verde ao projeto, quando os conselheiros votaram favoravelmente à proposta apresentada pela Kactus Capital.
Com o resultado da Assembleia, começa o período de 60 dias para realização de due diligence, bem como a estruturação do segundo aporte de R$ 2,5 milhões por parte da Kactus. Também começam de imediato contribuições em relação ao departamento de futebol.

QUEM É A KACTUS CAPITAL ?
A Kactus Capital, gestora de investimentos com 16 anos de atuação no mercado brasileiro e ligada a um importante family office inglês, reúne ainda profissionais das áreas financeira e esportiva, entre eles o ex-jogador Rodriguinho, bicampeão brasileiro pelo Corinthians (2015 e 2017) e que chegou a ser convocado pela seleção brasileira.
Entre os principais compromissos assumidos pela futura SAF está a quitação das dívidas históricas do Avaí, atualmente superiores a R$ 300 milhões, além da ampliação dos investimentos no departamento de futebol, com foco no fortalecimento da equipe e da estrutura do clube.
O acordo também estabelece mecanismos para preservar a identidade e o patrimônio avaiano. O Estádio da Ressacada continuará sendo propriedade da associação, enquanto a SAF ficará impedida de alterar símbolos tradicionais do clube, como escudo, cores, hino, marca e alcunha.

Foto: Rodrigo Gazzanel – Agência Corinthians
FICA COM O CLUBE
Além disso, a associação manterá um terço das cadeiras nos Conselhos de Administração e Fiscal da SAF.
A votação na Assembleia consolidou longas discussões sobre a implementação da SAF. A expectativa é que a parceria contribua para o equilíbrio financeiro, aumente a capacidade de investimento e fortaleça a competitividade do clube dentro e fora de campo, preservando sua história e sua identidade.
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