Federação descobre que médico de Senegal é ginecologista
Informação foi divulgada nesta segunda-feira (13), pelo presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Abdoulaye Fall
Descoberta foi feita somente após a eliminação do país na segunda fase da Copa do Mundo 2026. Seleção ainda acumula outras polêmicas
Dallas, EUA, 13 – O presidente da Federação Senegalesa de Futebol, Abdoulaye Fall, revelou nesta segunda-feira (13), que o médico que trabalhava na seleção há dez anos era ginecologista. A descoberta foi feita após a eliminação do país na segunda fase da Copa do Mundo 2026.
“Na verdade, o médico responsável não tem o perfil acadêmico para acompanhar nossos atletas. E isso também é algo que eu descobri tardiamente. Porque o doutor Fedior é ginecologista de formação”, disse Fall em entrevista coletiva.
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A falta de um médico especializado para trabalhar com esporte tem atrapalhado o elenco senegalês. Ainda segundo Fall, jogadores, inclusive, se queixaram da atuação do doutor Fedior.
“Pelo retorno que tive, os jovens não estavam suficientemente convencidos para serem acompanhados com frequência. Então era preciso, mesmo assim, encontrar uma expertise convincente para permitir que eles se sentissem bem tranquilos nesse nível. Porque a saúde vem antes de tudo”, completou.

TÉCNICO DE SENEGAL NÃO TINHA CONTRATO
Esta é mais um polêmica dentro da seleção senegalesa. Após a participação na Copa do Mundo deste ano, a Federação Senegalesa decidiu demitir o técnico Pape Thiaw. No entanto, vale destacar que a passagem do treinador à frente da equipe rendeu um episódio curioso. O profissional chegou ao Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá sem ter assinado contrato com a entidade e apenas firmou vínculo durante a competição.
“Antes da segunda partida, contra a Noruega, o secretário-geral me explicou que Pape não assumiria o comando da equipe sem o contrato. Peguei o contrato dele e o assinei. A seleção deve vir em primeiro lugar”, explicou Fall.
ACUSAÇÃO DE ASSÉDIO SEXUAL
Outra situação que gerou discussão durante a Copa envolveu o chefe de cozinha da seleção, que foi acusado de assédio sexual. O presidente da Federação Senegalesa afirmou na coletiva que tudo não passou de uma má interpretação e que, como não houve denúncia formal, o assunto está encerrado para a entidade.
“Eu estava na Cidade do México quando o secretário-geral me informou da situação. Pedi a ele que conversasse com o cozinheiro para entender o que realmente aconteceu. Houve uma denúncia de uma mulher, que talvez tenha interpretado mal a situação. O importante é que não recebemos uma denúncia formal, não tivemos acesso a um boletim de ocorrência da polícia americana e não havia provas concretas para corroborar tais acusações. Para nós, este assunto está encerrado”, finalizou.
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