Mbappé pode igualar marca de Cafu em possível final; entenda
Craque francês tenta ser o segundo jogador da história a disputar três decisões de Copa seguidas.
Dallas, EUA, 13 (AFI) – A história das Copas do Mundo tem um dono brasileiro quando o assunto é longevidade em decisões. Cafu, o eterno capitão do pentacampeonato, é o único jogador a entrar em campo em três finais consecutivas de Mundiais — 1994, 1998 e 2002. Um recorde que parecia inalcançável por décadas, mas que agora está a apenas 90 minutos de ser igualado. Kylian Mbappé, o rosto da geração francesa, está a uma semifinal de escrever seu nome ao lado do ídolo brasileiro.
TITULAR EM TODAS AS CAMPANHAS
Mbappé tem a chance de repetir o feito de Cafu com um adendo que torna sua trajetória ainda mais impressionante. Enquanto o lateral-direito brasileiro foi reserva em 1994 — entrou no primeiro tempo da final contra a Itália após a lesão de Jorginho —, o craque francês foi titular absoluto em todas as campanhas que disputou. Em 2018, na Rússia, ergueu a taça e fez um gol na final contra a Croácia. Em 2022, no Catar, marcou três vezes na decisão contra a Argentina, mas viu Messi levar o troféu nos pênaltis.
Agora, em 2026, Mbappé lidera a França em mais uma semifinal. O adversário da vez é a Espanha, nesta terça-feira, às 16h (de Brasília), em Dallas, com transmissão ao vivo. Uma vitória coloca os Bleus em sua terceira final consecutiva e transforma o camisa 10 no segundo jogador da história a atingir a marca.
SELETO GRUPO DE TRÊS FINAIS SEGUIDAS
Na história quase centenária das Copas do Mundo, apenas duas seleções conseguiram a proeza de enfileirar finais por três edições consecutivas. O Brasil de Cafu e Ronaldo fez isso entre 1994 e 2002. Antes, a Alemanha de Matthaus e Littbarski alcançou o feito entre 1982 e 1990. No total, somente quatro jogadores no mundo detêm esse recorde.
Do lado francês, além de Mbappé, outros dois atletas podem igualar a marca: Ousmane Dembélé e Lucas Hernandez. O trio esteve nos elencos de 2018 e 2022 e segue na campanha de 2026. No entanto, há nuances importantes que diferenciam Mbappé dos companheiros. Dembélé não jogou a final de 2018, ficando no banco contra a Croácia. Lucas Hernandez foi titular na Rússia, mas sofreu grave lesão no Catar ainda na fase de grupos e não ficou à disposição na reta final do vice de 2022.
N’Golo Kanté também poderia estar na lista — foi campeão em 2018 e estava no elenco original de 2022 —, mas acabou cortado por lesão antes do Mundial catari.
“NADA IMPORTA SEM O TÍTULO”
Apesar da proximidade de mais um recorde pessoal, Mbappé adota discurso pragmático. Em declaração recente, o craque francês deixou claro que a fome coletiva fala mais alto do que qualquer marca individual.
“Esta equipe não é nem campeã do mundo, nem vice-campeã do mundo. Neste momento, não é a mais forte. É a equipe que tem mais potencial, aquela com a qual é mais fácil projetar o futuro, porque reúne muitas qualidades”, afirmou o camisa 10, que soma quatro gols em finais de Copa do Mundo — um em 2018 e três em 2022.
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