Fesan destaca força do elenco da Portuguesa e projeta novo desafio
Clube paulista garantiu sua vaga nas oitavas de final da Série D após eliminar o Marcílio Dias, com vitória por 2 a 0 no Canindé
Ademir Fesan voltou a destacar a necessidade de entender o adversário e valorizou as opções disponíveis no elenco rubro-verde
São Paulo, SP, 13 (AFI) – A Portuguesa é a única equipe paulista classificada para as oitavas de final do Campeonato Brasileiro da Série D. A Lusa garantiu a vaga após eliminar o Marcílio Dias, com vitória por 2 a 0 no Canindé, no último fim de semana.
Na próxima fase, a Portuguesa enfrentará o Uberlândia, que eliminou o Serra Branca-PB. A equipe mineira venceu por 1 a 0 fora de casa e empatou por 2 a 2 no Parque do Sabiá. O primeiro confronto será em Uberlândia, e o segundo, no Canindé.
O técnico da Portuguesa, Ademir Fesan, falou sobre a classificação diante do Marcílio Dias, explicou as escolhas táticas da equipe e projetou as oitavas de final da competição.
MANUTENÇÃO DO SISTEMA
Fesan explicou que cada jogo exige um sistema ou uma formação diferente, mas destacou que a atuação em Itajaí pesou para a manutenção da estrutura da equipe.
“Em relação à manutenção do sistema de jogo, do primeiro para o segundo jogo, um pouco lógico, eu diria, até pelo jogo que nós fizemos lá em Itajaí. Nós tivemos um bom controle do jogo lá, tivemos mais posse de bola, tivemos mais finalizações que o adversário, e aí nós entendemos que a manutenção era um bom caminho, mesmo jogando em casa.”
CARACTERÍSTICAS DOS JOGADORES
O treinador ressaltou que a formação não deve ser analisada apenas pelos números e explicou que as características individuais dos atletas determinam o comportamento da equipe.
“Muitas vezes dá aquela imagem: vai jogar em casa com três zagueiros, com dois laterais esquerdos, enfim. Mas o futebol eu não vejo dessa forma, eu vejo pela característica do atleta. Por exemplo, se a gente pegar nossos três zagueiros, são três zagueiros construtores, que têm passe, que têm bola aérea, que é fundamental. O Hipólito, apesar de ser um lateral esquerdo, é um jogador ofensivo. Mesmo quando ele joga na lateral, ele tem essa característica. Eu sou do tempo, e aqui na Portuguesa a gente teve bons exemplos. Zé Roberto não era defensivo, Zé Maria não era defensivo, né? Os zagueiros aí, o Emerson, o César, o Guilherme fazia um golzinho.”
UM NOVO CAMPEONATO
Para Fesan, cada mudança de fase representa o início de uma nova competição e exige uma leitura específica do próximo adversário.
“Cada mudança de fase é um novo campeonato, e o próximo campeonato vai se chamar Uberlândia ou Serra Branca. Cabe a nós entender qual o melhor caminho. O ponto positivo, que me deixa muito feliz, é que tanto nesse sistema como no outro, no 4-3-3 que nós vínhamos jogando, estava bom também. Então, a gente tem boas opções. Isso é importante para a sequência. Em relação aos três atletas que você citou, Gustavo Henrique, muito feliz pelo retorno dele.”
CADA JOGO TEM SUA HISTÓRIA
O técnico voltou a destacar a necessidade de entender o adversário e valorizou as opções disponíveis no elenco rubro-verde.
“No futebol, como eu já falei aqui, cada jogo tem a sua história. A gente entendeu o adversário, isso é fundamental, e o nosso time tem entendido isso. Nós temos peças para isso. Por exemplo, do primeiro jogo para este, nós usamos três jogadores hoje que não tinham jogado o primeiro jogo. É o caso do Guilherme, do Denis e do Gustavo Henrique. Então, isso é bom demais, é sinal de que a gente tem um elenco forte para a sequência. Nos dois jogos contra o Marcílio, nós utilizizamos 18 jogadores. Isso é fantástico.”
FORÇA DO ELENCO
Fesan apontou a força do grupo como um dos principais caminhos para a Portuguesa seguir avançando em uma competição que apresenta adversários de diferentes perfis.
“Então, esse é um caminho no qual eu acredito, que é a força do elenco, ainda mais em uma competição tão difícil como a Série D. Uma competição em que agora você vai pegar, de repente, um Uberlândia ou Serra Branca. São dois times com perfis diferentes, com logística diferente, cidades diferentes. Uma equipe tem uma forma de jogar, a outra tem outra.”
CONTROLE DA ANSIEDADE
Com a Portuguesa avançando na competição, o treinador admitiu o aumento da ansiedade, mas destacou a entrega dos jogadores e a energia vinda das arquibancadas.
“Contra o Marcílio Dias, eu tenho que olhar o jogo e vir para trás. Como é que eu vou ficar ansioso? Então, é natural, a ansiedade faz parte e, a cada passo que a gente dá, essa ansiedade aumenta naturalmente. Cabe a gente controlar, e uma das formas é você entregar tudo, e esse time tem feito isso. Então, aproveitando, o torcedor também fica ansioso, é natural. Vocês ficam com frio na barriga, vocês ficam pensando no jogo, isso é natural. Mas é também aproveitar. E uma outra situação que ajuda muito a diminuir essa ansiedade é essa energia positiva da arquibancada, que hoje teve bastante.”
PESO DA CLASSIFICAÇÃO
Fesan também comentou sobre a pressão pela quebra de um histórico recente da Portuguesa nos confrontos eliminatórios e lembrou a reação após o gol de Cadorini.
“Essa pressão externa acaba vindo internamente. Vocês vão lembrar, até na pergunta de vocês, eu lembro bem, tinha esse: ‘Pô, precisa passar do primeiro mata-mata, precisa passar do primeiro mata-mata. A Portuguesa nunca passou do primeiro mata-mata’. Isso acaba refletindo dentro. É lógico que a gente carrega esse peso. Quando a gente faz aquele gol no final, o gol do Cadorini, vocês percebem pela comemoração o quanto foi ali. Ficou o peso ali.”
CONDIÇÕES DO CAMPO
O gramado também foi citado pelo treinador como um elemento importante para o desenvolvimento do futebol apresentado pela Portuguesa.
“Teve um fator muito importante nos dois jogos, que foi o campo de jogo. O campo de jogo é um elemento fundamental. É a bola, o campo de jogo e os jogadores. Esses três são fundamentais. E o campo de jogo, tanto lá como aqui, o nosso Canindé não estava bom. Vocês lembram disso, e melhorou muito, né? O Canindé já estava melhor do que antes, mas melhorou muito para esse jogo. Houve uma melhora, isso é muito bom.”
LOGÍSTICA FEZ A DIFERENÇA
Por fim, Ademir Fesan valorizou o trabalho da diretoria e dos funcionários, além do planejamento da viagem para Itajaí, que permitiu melhor recuperação aos jogadores.
“Outros fatores também, além do empenho da diretoria e dos funcionários em relação a essa melhora do campo, houve empenho em relação à logística. Logística conta muito. Desde o nosso presidente Alex até o nosso diretor Tadeu. Lá em Itajaí, nós tivemos um dia a mais de logística. E esse dia a mais é dinheiro. Então, isso refletiu muito no jogo lá. Nós conseguimos descansar melhor. E você vê o Marcílio: o Marcílio veio dois dias antes.”
“Nós conseguimos ir três dias antes, isso faz diferença. E o acúmulo disso. Vale lembrar que nós chegamos no domingo às 7h ou 8h da manhã e, já na segunda-feira, ou seja, a gente não teve folga. Então, toda essa logística, desde Itajaí até aqui, tudo o que foi planejado, deixou o nosso time mais leve. Então, é uma série de situações”, finalizou o treinador.





































































































































