Ponte Preta encara desabafo de Elvis como "showzinho desnecessário"
Nos bastidores, o discurso do meia foi classificado pela alta cúpula alvinegra como "exagerado" e considerado "desnecessário"
Apesar da avaliação interna, nenhum dirigente da Ponte Preta se manifestou publicamente. Silêncio dominou o Majestoso.
Campinas, SP, 09 (AFI) – O desabafo de Elvis após a derrota para o Criciúma caiu como uma bomba nos corredores do Majestoso e escancarou, de vez, a crise entre elenco e a diretoria da Ponte Preta. Se antes os jogadores evitavam falar publicamente sobre os atrasos salariais, e, em alguns casos, eram orientados a não tocar no assunto, a paciência chegou ao limite depois de mais uma promessa descumprida pela gestão.
Em junho, o clube quitou os vencimentos referentes ao mês de janeiro de atletas e funcionários. Na ocasião, a diretoria garantiu que os pagamentos teriam sequência no mês seguinte. O quinto dia útil de julho, porém, passou sem que a promessa fosse cumprida, repetindo um roteiro já conhecido dentro do Majestoso.
De cabeça quente, Elvis não poupou palavras na zona mista. O camisa 10 direcionou as críticas ao presidente Luiz Antônio Alves Torrano e ao vice-presidente e diretor de futebol, Marco Antônio Eberlin, e pediu, de forma enfática, que ambos “saíssem fora” da Ponte Preta.
A repercussão foi imediata. Nos bastidores, o discurso do meia foi classificado pela alta cúpula alvinegra como “exagerado” e considerado “desnecessário”.
Repetindo o mesmo discurso que ocorreu durante o Campeonato Paulista, quando o meia também fez críticas à diretoria. Na época, Eberlin foi às rádios e disse que Elvis “exagerou” e “só fica na Ponte quem queira ficar“.

SILENCIO NOS CORREDORES
Apesar da avaliação interna, nenhum dirigente se manifestou publicamente ou divulgou qualquer posicionamento oficial sobre um episódio que rapidamente ganhou espaço na imprensa nacional.
Nem mesmo a “porra do podcast” do presidente Torrano, citado por Elvis durante o desabafo, foi publicado nesta quinta-feira, aumentando ainda mais o silêncio da diretoria em meio à crise.
Ainda não há definição sobre uma eventual punição ao jogador. A possibilidade de um afastamento existe e é discutida internamente, embora também haja quem defenda que qualquer medida mais dura possa ampliar o desgaste com um elenco que já demonstra forte insatisfação.
O precedente existe: Brayan Borges acabou afastado após um desentendimento com Eberlin.
Enquanto a diretoria evita se posicionar, o ambiente interno segue cada vez mais tenso. Nos bastidores, cresce a percepção de que a pressão sobre Torrano e Eberlin atingiu um novo patamar, tornando a permanência da atual gestão cada vez mais difícil de sustentar.





































































































































