Renan Areias admite frustração e projeta "seis batalhas" para o Figueirense

Com 16 pontos e na 15ª colocação, Furacão Alvinegro terá que somar ao menos quatro vitórias em seis jogos para atingir os 29 pontos, pontuação que garantiu classificação nos últimos quatro anos.

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Florianópolis, SC, 09 (AFI) – A calculadora já virou item obrigatório no dia a dia do Figueirense. Com a derrota para o Brusque na última rodada, o Furacão Alvinegro viu sua situação na Série C se complicar ainda mais e agora depende de uma arrancada que o clube ainda não conseguiu em toda a temporada para seguir sonhando com a classificação à segunda fase. A matemática é implacável: para alcançar os 29 pontos, número mágico que garantiu vaga nos últimos quatro anos, o Figueira precisará de quatro vitórias nos seis jogos restantes.

APROVEITAMENTO DE G-4 PARA SOBREVIVER

O recorte é duro e escancara o tamanho do desafio. Com 16 pontos conquistados até aqui, o Figueirense ocupa a incômoda 15ª colocação, estacionado em uma posição que não reflete a tradição do clube, mas que é o retrato fiel de uma campanha irregular. Para atingir a pontuação de corte, o time alvinegro terá que apresentar um aproveitamento de 72% nos compromissos que restam — desempenho superior ao que os líderes da competição ostentaram até o momento.

O discurso no vestiário do Orlando Scarpelli alterna entre a frustração pelo tropeço recente e a convicção de que ainda há tempo para reescrever a história. O volante Renan Areias não fugiu da responsabilidade ao projetar o que o Furacão precisa fazer para seguir vivo na terceirona.

“Fazendo as contas em casa, aqui no clube e conversando, acredito que, para nos dar essa possibilidade, precisam acontecer duas vitórias seguidas. É primordial a gente fazer o nosso papel em casa. Obviamente, se a gente quiser buscar coisas boas, não é só em casa. Fora também a gente precisa ter o mesmo tipo de eficiência. Mas primeiro, agora, é o próximo jogo: ganhar e, então, pensar nas próximas possibilidades de vitória”, analisou o volante.

FRUSTRAÇÃO E PONTO DE VIRADA

A derrota para o Brusque ainda ecoa nos corredores do Scarpelli. O resultado fora de casa foi um balde de água fria nos planos alvinegros, especialmente porque veio na sequência de um empate contra o Guarani em que o time demonstrou poder de reação. A sensação de que pontos preciosos escaparam entre os dedos é compartilhada pelo elenco, que agora tenta transformar o sentimento de frustração em combustível para a reta final.

“Particularmente, foi bem frustrante essa derrota. Não era algo que a gente planejava, porque, após o empate contra o Guarani, o nosso foco principal era buscar os três pontos fora de casa. Não aconteceu, não conseguimos ser eficientes. Agora não é mais olhar para trás, é olhar para frente. Eu encaro essas seis batalhas como primordiais. É um jogo de cada vez, acredito, para a gente alcançar o nosso objetivo”, finalizou Renan Areias.

O CAMINHO ATÉ A CLASSIFICAÇÃO

O calendário que se desenha à frente do Figueirense não oferece margem para escolhas. Na próxima segunda-feira, às 20h30 (de Brasília), o Furacão recebe o Volta Redonda no Orlando Scarpelli, em confronto que se tornou praticamente uma decisão antecipada. O adversário ocupa a 13ª colocação e também briga para se afastar da zona de perigo.

A sequência de jogos reserva um alento estatístico: dos cinco rivais que o Figueira enfrentará nas próximas rodadas, apenas um está abaixo na tabela de classificação — o Maranhão, atualmente na 17ª posição, com dois pontos a menos que o time catarinense. Os demais adversários estão todos à frente, o que transforma cada partida em um confronto direto e, ao mesmo tempo, oferece a chance de encurtar distâncias de forma acelerada.