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ARIOVALDO IZAC

Blog do Ari: Argentina faz o inimaginável na Copa

Os argentinos saíram de 2 a 0 para uma virada fantástica, decidindo a 'parada' ainda no tempo normal, descartando a prorrogação.

Outrora, o derrotado não reagia aos 35 minutos do 2º tempo; Argentina prova o contrário em plena Copa do Mundo de 2026

Lionel Messi Argentina Copa do Mundo
Messi perdeu pênalti e fez gol do empate. (Foto: Reprodução -Redes Sociais - Fifa.com)

Por ARIOVALDO IZAC

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Campinas, SP, 7 (AFI) – A Argentina fez o ‘impossível’ na Copa do Mundo. Anos 70 e 80 do século passado, quando uma equipe do futebol brasileiro era derrotada por diferença mínima de gols, até os 35 minutos do segundo tempo, o que acontecia?

Estádios eram ‘esvaziados’ por parte dos torcedores da equipe perdedora.

A lógica indicava ser muito difícil a reviravolta no placar, naquela circunstância.

Não se acreditava sequer chegar ao empate.

Costumava-se dizer que depois dos 35 minutos do segundo tempo, na citada circunstância, não tinha mais jogo.

Messi comanda Argentina Placar FI
Messi perdeu pênalti, deu uma assistência e fez o gol
do empate (Foto: Fifa.com )

FUTEBOL MUDOU

Era catimba, ‘cera’, e o vencedor da partida prendia a bola no ataque, na tentativa de cavar faltas.

Entretanto, o futebol mudou.

Quando o torcedor argentino já via a ‘viola em cacos’, aos 35 minutos do segundo tempo, quando perdia por 2 a 0 para o Egito, na tarde desta terça-feira, e não é que aconteceu o inimaginável, com a virada para 3 a 2.

Bastou ela marcar um gol exatamente aos 34 minutos da etapa final, para acontecer a reviravolta.

Foi o início da suada reação, e nada de esperar a prorrogação, para definição da partida.

Os argentinos decidiram a ‘parada’ ainda no tempo normal de jogo.

CHUVEIRINHO

Quando um clube brasileiro fica em desvantagem, como ocorreu com a Argentina, qual o procedimento?

Fica cruzando bola ao interior da área adversária, para ver aquilo que possa acontecer.

E não é que a Argentina teve a paciência de trocar passes curtos diante do ‘ferrolho defensivo’ mostrado pelo Egito!

Então, se hoje torcedores não ‘arredam pé’ dos estádios até o apito final, no futebol brasileiro ainda prevalece a história desesperada de chuveirinhos nos minutos finais de partida.

Os argentinos ensinam que ter paciência ainda é o mais indicado.