A Seleção Brasileira jogou o que jornalistas e torcedores esperavam que ela pudesse produzir. Foi o melhor jogo na 'Era Ancelotti'.
Com o que Vini Júnior e seus companheiros apresentaram já dá para acreditar que esse time vai mais longe e pode até chegar as semifinais ou final
Por SÉRGIO CARVALHO
São Paulo, SP, 25 (AFI) – Finalmente a Seleção Brasileira jogou o que jornalistas e torcedores esperavam que ela pudesse produzir. Na era Carlo Ancelotti foi a melhor exibição do Brasil (amistosos e jogos oficiais). Com o que Vini Júnior e seus companheiros apresentaram já dá para acreditar que esse time vai mais longe e pode até chegar as semifinais ou final deste Mundial.
Do goleiro ao ponta esquerda, todos os jogadores mostraram serviço e provaram que, jogando de forma coletiva, podem sim produzir um futebol ao mesmo nível das demais seleções de melhor qualidade da competição.

BRASIL FOI MUITO BEM
Durante os dois tempos diante da Seleção da Escócia, o time brasileiro marcou bem, criou muito e finalizou no mesmo nível. Os jogadores escoceses deram tudo o que tinham em campo, mas não conseguiram superar o futebol muito mais eficiente dos brasileiros.
Aliás, o que o Brasil produziu foi exatamente o que Ancelotti queria. Os jogadores fizeram apenas algumas jogadas individuais, mas todos se empenharam em jogar coletivamente. Jogaram como time e deixaram de lado o excesso de individualismo das últimas partidas.
Com isso, a defesa quase não deixou a Escócia chegar com perigo ao gol de Alisson; os zagueiros marcaram e iniciaram as jogadas de ataque como o treinador queria, e, lá na frente, os jogadores se movimentaram pelo campo todo, confundido totalmente o sistema de marcação escocês.
Foi um banho de bola. O placar poderia até ter sido maior, tamanha a diferença de qualidade do futebol exibido pelo Brasil e o exibido pela Escócia.

Foto: Divulgação / FIFA
ANÁLISE INDIVIDUAL DO BRASIL
Na partida individual, o goleiro Alisson justificou a escolha de Ancelotti. Ajudou a orientar a defesa, encaixou a bola quando era possível e a espalmou para fora quando não era.
Na linha de zagueiros, Danilo deu show pelo setor direito, além de auxiliar Casemiro no início das jogadas de ataque e também na marcação do adversário que tinha a bola. Do outro lado, Douglas Santos começou meio tímido, mas depois soltou-se e deu apoio efetivo ao ataque e ao meio campo.
No miolo da zaga, tanto Marquinhos como Gabriel Magalhães, foram bem tanto no desarme como no jogo aéreo do adversário. No meio campo, Casemiro ajudou muito a defesa e iniciou boa parte dos ataques brasileiros.

O MELHOR DO JOGO
Paquetá armou e atacou, enquanto Bruno Guimarães foi eficiente tanto no desarme como no apoio. No ataque, Vini Júnior foi o melhor. Fez três gols (o árbitro anulou um erradamente), deu passes precisos e correu por todos os setores do ataque.
Rayan, mesmo muito jovem, jogou muito. Fez mais do que Raphinha vinha fazendo. Matheus Cunha fez gol e ajudou no meio campo com muita qualidade e Vini Júnior foi o melhor do Brasil, tanto que ganhou o prêmio de melhor em campo.
Não podia ser melhor. O Brasil que sabe jogar bola, voltou. Os adversários que se cuidem.
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