Santos corre risco de transfer ban por dívida com o Monaco
De acordo com o mandatário santista, a diretoria tenta costurar um acordo amigável com os franceses para evitar o bloqueio
A situação tornou-se dramática após o Santos ter o seu último recurso rejeitado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS)
Santos, SP, 23 (AFI) – Os bastidores do Santos ganharam um forte tom de alerta financeiro. O Alvinegro Praiano corre o risco real de sofrer uma nova punição de transfer ban da FIFA por conta de uma dívida pendente com o Monaco, da França, estimada em 2 milhões de euros (cerca de R$ 12 milhões na cotação atual), referente à compra do volante Jean Lucas.
A situação tornou-se dramática após o Peixe ter o seu último recurso rejeitado pela Corte Arbitral do Esporte (CAS/TAS). O presidente Marcelo Teixeira admitiu publicamente o temor, revelando que a sanção só não foi aplicada ainda devido à postura compreensiva do clube europeu.
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De acordo com o mandatário santista, a diretoria tenta costurar um acordo amigável com os franceses para evitar o bloqueio de novas inscrições de atletas profissionais. Teixeira explicou o acúmulo das parcelas que sufocou o caixa.
“Sempre preocupa. Estamos tentando ao máximo evitar (o transfer ban). Já poderia ter ocorrido. Só não foi ocorrido porque o Santos demonstrou a boa fé de fazer o segundo pagamento que foi em julho de 2024. Só que a outra parcela já veio em janeiro de 2025. Acumularam duas parcelas praticamente juntas em duas janelas e isso dificultou bastante a questão financeira”, explicou o presidente, emendando a necessidade de remanejar verbas.
“Estamos conversando. Talvez, por isso, ainda não tenha acontecido o transfer ban, pela relação que existe entre os clubes. Mas, o departamento financeiro como sempre já tem que começar a programar. O que, talvez, fosse prioridade pagar uma rotina teremos que desviar esses recursos para saldar esses compromissos.”
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CRÍTICAS À JANELA DE TRANSFERÊNCIAS
Mesmo sob a ameaça de punição, o Santos monitora o mercado em busca de reforços para qualificar o elenco. No entanto, Marcelo Teixeira teceu duras críticas ao calendário da CBF para o meio da temporada de 2026, argumentando que a abertura da janela apenas em 20 de julho atrapalha o planejamento e inflaciona as negociações.
“É muito prejudicial essa data de abertura da janela apenas em julho. Se faz muita prospecção, muita especulação e pouca prática. Você praticamente não consegue confirmar contratações porque os atletas estão com vínculos, com prazos de contrato vigente. Não adianta antecipar algo que você só vai poder fazer a inscrição a partir de julho. Não foi positiva essa definição de data da janela do meio de ano. Mas nada interfere no que está sendo feito de avaliação e análise do mercado”, disparou.
O dirigente máximo também destacou a realidade financeira do esporte no período: “O mercado está muito retraído, talvez por causa da Copa. Mas, também, muito inflacionado, com valores muito altos. Estamos acompanhando, temos algumas prioridades definidas. O futebol está trabalhando nisso.”
CALENDÁRIO APERTADO
Após desfrutarem de um período de 21 dias de férias, os jogadores do Santos se reapresentaram no CT Rei Pelé nesta semana para dar início aos trabalhos físicos e táticos.
O foco inicial está voltado para o dia 21 de julho, data em que o Peixe encara o Universidad Central, da Venezuela, pelos playoffs da Copa Sul-Americana.
Contudo, a comissão técnica aguarda uma definição da CBF, que estuda antecipar o clássico contra o Botafogo, pela 19ª rodada do Brasileirão, para o dia 18 de julho, véspera da grande final da Copa do Mundo de 2026.





































































































































