Martinelli diz que pode atuar no lugar de Raphinha
O atacante não escondeu que prefere atuar pelo outro lado do campo, mas diz que decisão está "nas mãos de Ancelotti"
"Particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já atuei pela direita e também fiz isso contra a França no último amistoso."
Campinas, SP, 24 (AFI) – Gabriel Martinelli afirmou estar preparado para atuar em qualquer função do ataque da seleção brasileira no duelo desta quarta-feira contra a Escócia, pela última rodada do Grupo C da Copa do Mundo. Com Raphinha fora por lesão muscular na coxa, o atacante desponta como uma das alternativas do técnico Carlo Ancelotti para a partida que vale a liderança da chave.
Embora tenha a preferência pelo lado esquerdo do ataque, Martinelli garantiu que está à disposição para atuar pela direita, caso seja a escolha da comissão técnica.
“Temos muitos jogadores de qualidade ali na frente. Particularmente, prefiro jogar pela esquerda, mas no Arsenal já atuei pela direita e também fiz isso contra a França no último amistoso. Quem decide é o professor. Deixo isso nas mãos do mister.”
MARTINELLI SE COLOCA À DISPOSIÇÃO DE ANCELOTTI
Sem Raphinha, Carlo Ancelotti ainda avalia quem ocupará a vaga no setor ofensivo. Luiz Henrique e Rayan também aparecem entre as opções, enquanto Martinelli surge como uma alternativa por sua versatilidade.
O atacante explicou que a função muda conforme as características dos companheiros de equipe e ressaltou a importância de se adaptar às necessidades do jogo.
“Atuar pela direita também muda de acordo com quem está ao meu lado. Às vezes, é preciso ir ao fundo e cruzar. Tudo depende da formação e dos companheiros que estão próximos.”
Na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, Martinelli entrou no segundo tempo, substituindo Lucas Paquetá, e quase deixou sua marca após tabelar com Vinícius Júnior e acertar a trave. O jogador destacou que todos no elenco precisam estar preparados para aproveitar as oportunidades quando elas aparecerem.
“É uma oportunidade atuar com tantos jogadores de qualidade. A gente gosta de se movimentar e fazer tabelas. No segundo jogo tive alguns minutos e é preciso manter a cabeça tranquila e estar preparado. É isso que procuro passar para o pessoal que está tendo menos oportunidades. Às vezes, você pode não jogar os três primeiros jogos e acabar decidindo uma partida de quartas de final com um gol.”
NEYMAR VOLTA A SER OPÇÃO
Recuperado de um problema na panturrilha, Neymar voltou a treinar normalmente e deve ficar à disposição de Carlo Ancelotti para enfrentar a Escócia. Martinelli afirmou que o comprometimento coletivo é um dos pontos fortes da Seleção e destacou a disposição do grupo em trabalhar para potencializar os principais nomes da equipe.
“A gente correria 10, 20, 30 ou 40 metros a mais para potencializar o Neymar, o Vini ou qualquer companheiro. Sempre tento me doar ao máximo. Se precisar defender em uma linha de cinco, vou fazer. Toda a equipe está se dedicando bastante.”
Brasil e Escócia se enfrentam nesta quarta-feira. A Seleção depende de uma vitória para assegurar a liderança do Grupo C sem precisar acompanhar o resultado do duelo entre Marrocos e Haiti.
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