STJ revoga decisão e pode anular eleições na Ponte Preta
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) terá que fazer um "novo julgamento dos Embargos de Declaração".
Segundo os advogados da ação, os juízes anteriores ignoraram 17 provas de irregularidades apresentadas contra os eleitos.
Campinas, SP, 23 (AFI) – A esperança de mudança nos desmandos da administração da Ponte Preta se concentra, segundo o grupo de Oposição, nas ações judiciais movidas contra a administração do clube. Uma luz no fim do túnel se abriu, neste início de semana, com uma medida do ministro Antônio Carlos Ferreira, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Ele modificou uma decisão anterior e considerou a existência de prováveis irregularidades na eleição de 2021, quando Marco Eberlin foi eleito presidente da diretoria executiva.
Caso isso aconteça, a eleição recente (2025), que elegeu Luiz Antônio Alves Torrano, também seria cancelada, dentro de um ‘efeito dominó‘ .
Isso porque as duas eleições têm os mesmos fundamentos básicos de irregularidades. As fraudes anteriores teriam habilitado para votar alguns eleitores que não deveriam ter condição legal.
NOVO JULGAMENTO EM SÃO PAULO
Com a decisão do ministro do STJ, o questionamento sobre a legalidade da eleição de 2021 terá que ser julgado novamente.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) terá que fazer um novo julgamento do zero porque o ministro determinou que seja realizado um “novo julgamento dos Embargos de Declaração, enfrentando especificamente os elementos de prova detalhados pelos recorrentes e a alegação de erro material na aplicação de legislação superada”.
AS IRREGULARIDADES
Segundo os advogados da ação, os juízes anteriores ignoraram 17 provas de irregularidades apresentadas, bem como teriam se baseado numa lei revogada para dar o veredito.
A ação contra uma série de irregularidades teve início com os seguintes conselheiros:
- Amaro Egydio de Oliveira;
- Carla Aparecida Frediani;
- João Batista Passarini;
- Uéselis Gomes do Amaral.
Veja algumas irregularidades:
- Exclusão em massa de conselheiros sem aviso formal;
- Erros nas publicações de editais;
- Descumprimento da Justiça para dotar alguns eleitores com direito de voto;
- Inscrições de chapas fora do prazo de 48 horas mínimas exigidas;
- Irregularidades na aprovação das chapas;
- Presença de um conselheiro com Condenação Criminal Ativa (André Carelli) na chapa de Marco Eberlin.
Apesar da expectativa de reversão no quadro jurídico, não existe ainda, uma data para o novo julgamento e para os próximos passos que poderão definir uma mudança na atual gestão da Ponte Preta.
Mergulhada na maior crise financeira da história, a Ponte Preta tem vivido de seguidas humilhações dentro de campo. Menos de um ano após conquistar o inédito título brasileiro da SÉRIE C, o time foi rebaixado (lanterna) no Paulistão e segue ameaçado de queda na Série B do Brasileiro.






































































































































