Scaloni rebate Ancelotti e minimiza polêmica sobre Argentina

O comandante do Brasil havia pontuado que os atuais campeões mundiais gerenciam bem as partidas, mas "não têm intensidade"

Scaloni preferiu não alimentar a polêmica e preferiu interpretar as palavras do colega de profissão de uma forma positiva

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Lionel Scaloni, técnico da seleção argentina - Foto: Divulgação / AFA

Campinas, SP, 22 (AFI) – Os bastidores da Copa do Mundo de 2026 ganharam um capítulo tático intrigante fora das quatro linhas. O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, minimizou as recentes declarações de Carlo Ancelotti a respeito do estilo de jogo de sua equipe.

O comandante do Brasil havia pontuado que os atuais campeões mundiais gerenciam bem as partidas, mas “não têm intensidade”, característica que, segundo o italiano, definirá o rumo deste Mundial.

Scaloni, no entanto, preferiu não alimentar a polêmica e preferiu interpretar as palavras do colega de profissão de uma forma positiva, justificando que a mistura de línguas pode ter causado um mal-entendido na imprensa.

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SCALONI DEFENDE TÁTICA ARGENTINA

Durante a entrevista coletiva, Lionel Scaloni fez questão de colocar panos quentes no assunto e explicou a sua visão sobre o comentário feito pelo treinador da Amarelinha antes do embate dos brasileiros contra o Haiti.

“Ele disse de um jeito bom. Estão pensando que ele disse algo ruim. Ele disse algo bom sobre nós. Ele estava falando italiano, espanhol e português. Eu entendi que ele estava nos elogiando”, ponderou o técnico argentino, que emendou uma análise profunda sobre a dinâmica tática do futebol atual:

“Temos de entender o que queremos dizer quando falamos em intensidade. Se você não tem posse, tem de não sofrer danos. Nem todos os times têm oportunidades de um contra um. O jogo é forte no meio de campo. Creio que é onde os jogos têm sido decididos”, opinou.

Na sequência, Scaloni rebateu de forma sutil a tese do comandante italiano de que a Copa do Mundo já apresente uma tendência definitiva em suas rodadas iniciais. “Acho que ainda é muito cedo para analisar o caminho que a Copa terá, mas acredito que os grandes times estarão lá”, frisou.

EVOLUÇÃO PÓS-TÍTULO

Ao projetar o atual estágio de sua seleção, Scaloni garantiu que a equipe evoluiu técnica e fisicamente desde a conquista do título mundial em 2022, ganhando novas variantes para mudar o panorama das partidas na América do Norte.

“Depois do Catar, tivemos ótimos jogos. Mantivemos o elenco, adicionamos Thiago (Almada), que não era protagonista antes. Isso nos dá mais chances no um contra um. No banco, temos jogadores que podem mudar o jogo, como Júlian Alvarez, Nico González, Nico Paz. Passaram-se três anos e meio desde a Copa do Catar, mas eles (os que ficaram) nos mostraram que sempre quiseram evoluir. Eles ainda têm um alto nível de intensidade”, avaliou o comandante.

O meio-campista Enzo Fernández endossou as palavras do treinador, destacando o amadurecimento do grupo em comparação com a caminhada no Oriente Médio.

“No momento (2022), eu não tinha noção de onde eu estava. Foi difícil começar com uma derrota no Catar, mas o resto da Copa foi incrível. Hoje, começar com uma vitória é muito favorável, ajuda com a confiança”, relembrou o jogador.

OLHO NA VAGA

De olho na classificação antecipada para a segunda fase do Grupo J, a Argentina entra em campo nesta segunda-feira (22), às 14h (horário de Brasília), para enfrentar a Áustria no AT&T Stadium, em Arlington (EUA). Uma vitória garante a vaga, e a liderança isolada pode ser sacramentada a depender do resultado do confronto entre Argélia e Jordânia.

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