Quem aplica goleada por 3 a 0 tem os seus méritos, independentemente da fragilidade defensiva haitiana. Lição de casa foi feita.
A desorganização defensiva do adversário, resultou no devido aproveitamento do Brasil durante o primeiro tempo, quando fez 3 a 0.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 20 (AFI) – Depende a maneira de se observar esta goleada da Seleção Brasileira sobre o Haiti por 3 a 0, na noite desta sexta-feira, em placar construído ainda no primeiro tempo, na segunda rodada desta Copa do Mundo.
A desorganização defensiva do adversário, oferecendo espaços para a individualidade dos brasileiros, resultou no devido aproveitamento durante o primeiro tempo.
Depois, como os brasileiros se propuseram a administrar a vantagem, com exploração de alguns contra-ataques, ficou claro o meio de campo desguarnecido e, diante de um adversário mais qualificado, a situação deve ser preocupante.
Mesmo com as limitações, o Haiti se aproximou acima do que se esperava da meta do goleiro Alisson, obrigando-o a duas defesas difíceis.
APROVEITAMENTO NO PRIMEIRO TEMPO
Claro que quem aplica goleada por 3 a 0 tem os seus méritos, independentemente da fragilidade defensiva haitiana.
Seja como for, a lição de casa foi feita.
Então, quem prognosticou goleada comemorou e faz projeção que seja indício de confiança e tempo para ajustes daquilo que ainda precisa ser corrigido.
Agora, a briga pela liderança do grupo fica entre Brasil e Marrocos, que ocupam as duas primeiras posições com quatro pontos, mas prevalecimento dos brasileiros no critério saldo de gols.
Assim, a definição sobre quem vai ficar na primeira colocação ocorrerá na terceira e última rodada desta fase.

INDIVIDUALIDADE DO BRASIL
Uma buraqueira impressionante no miolo de zaga dos haitianos, durante o primeiro tempo, fugindo das linhas baixas que se esperava, facilitou a missão da ofensiva brasileira.
E quando os espaços são oferecidos, oportunidades são criadas e algumas delas convertidas.
Em duas ocasiões consecutivas, Rafinha apareceu livre na cara do gol, uma delas chegou até concluir e marcar, mas o lance foi invalidado ao ser flagrado em impedimento.
Na outra chance, também impedido, chutou a bola para fora.
TRÊS GOLS
No entanto, quem facilita as investidas para o atacante Vini Júnior, do Brasil, claro que corre risco de sofrer gol.
Ele recebeu uma bola livre e, ao entrar na área, finalizou e, ao ficar espirrada, Matheus Cunha dividiu e ganhou a disputa com o adversário, colocando-a para o fundo das redes, aos 23 minutos.
Depois, novamente Rafinha quase aproveitou outra chance, quando apareceu livre, mas o chute fraco, aos 29 minutos, propiciou a defesa do goleiro adversário.
Aos 36 minutos, em lançamento do meia Paquetá, Matheus Cunha, livre de marcação, completou em bola chutada no canto alto direito e fez Brasil 2 a 0.
Aos 45 minutos, o lançamento de Paquetá encontrou desta vez Vini Júnior, em liberdade, que completou a jogada na saída do goleiro. Portanto, Brasil 3 a 0.
SEGUNDO TEMPO
No segundo tempo, com a diminuição de ritmo da Seleção Brasileira, o Haiti encontrou espaços para trabalhar a bola e, não fosse a incapacidade no último terço do campo, até poderia provocar embaraços aos brasileiros.
Foi o período em que Martinelli, da Seleção Brasileira, acertou bola no travessão e o atacante Endrick, que havia substituído Matheus Cunha, até chegou a marcar gol em contra-ataque, mas foi flagrado em posição de impedimento.
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