Brito levou dribles desconcertantes de Lola, em 1973, em jogo que o Guarani empatou por 1 a 1 com o Botafogo Carioca.
Agora o saudoso zagueiro Brito, tricampeão do mundo com o Brasil, levou dribles desconcertantes do meia Lola, em gol bugrino
Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 12 (AFI) – A morte do ex-zagueiro Brito, tricampeão mundial pela Seleção Brasileira em 1970, nos remete ao dia 5 de outubro de 1973, quando ele vestia a camisa do Botafogo do Rio de Janeiro.
Na ocasião, ele veio com o seu clube a Campinas, para enfrentar o Guarani, em jogo que terminou empatado por 1 a 1
O gol bugrino foi decorrente de um lance que ficou eternizado na história do Estádio Brinco de Ouro.
Foram dois dribles consecutivos aplicados pelo então meia-direita Lola em Brito, que jamais serão esquecidos pelo bugrino da velha guarda.

ESPARRAMADO NO CHÃO
O lance ocorreu defronte à meta do portão principal do Estádio Brinco de Ouro, e decorrente de dribles desconcertantes que deixaram Brito esparramado no chão.
Na tentativa de desarme, ele se desequilibrou e, desorientado, rolou no gramado.
É claro que o bugrino foi ao delírio e a jogada terminou num gol maravilhoso, merecedor de prolongados aplausos.
Recordo-me que o sistema defensivo do Guarani era formado por: Tobias; Wilson Campos, Amaral, Alberto e Bezerra. E a dupla de ataque tinha Lola e Washington, numa época que prevalecia o esquema 4-2-4. Flamarion e Alfredo formavam o meio-campo.
QUEM FOI LOLA ?
Lola foi campeão brasileiro pelo Atlético-MG, em 1971. Lá atuou entre 1967 até 1973, quando veio ao Guarani. O Galo era dirigido por Telê Santana, que conquistou seu primeiro título nacional. O time base atleticano era formado por:
- Renato;
- Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair (Cincunegui);
- Vanderlei Paiva e Humberto Ramos;
- Ronaldo, Lola (Spencer), Dadá e Tião (Romeu).

Veio para o Guarani em 1973, mas no final de 1974 foi negociado pelo pelo clube de Campinas com o futebol mexicano, onde fez fama defendendo o América do México e Tigre de Monterrey.
O time base do Guarani em 1973 era este:
- Goleiro: Tobias
- Defensores: Wilson, Amaral, Alberto (ou Moacir) e Bezerra
- Meio-campistas: Flamarion (ou Zé Ito) e Alfredo
- Atacantes: Barnabé (ou Jader), Lola, Washington e Clayton (ou Darcy)

Curiosamente voltou para Campinas em 1978, mas para defender a Ponte Preta até 1980. Ainda defendeu o Sport-PE e Botafogo-SP, encerrando a carreira na Internacional de Limeira, em meados dos anos de 1980.
O ex-jogador Raimundo José Corrêa, conhecido como Lola, está vivo. Com 76 anos, ele trabalha como professor universitário e observador de talentos para o Atlético-MG.






































































































































