Edson Boaro deixa a Ponte Preta. Foto: Marcos Ribolli
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 11 (AFI) – Que o treinador Édson Boaro tem toda razão de se desligar da Ponte Preta, após ficar 15 meses sem receber salários, é fato.
Por sinal, ele já havia tentado tomar essa decisão meses atrás, mas foi convencido a permanecer, provavelmente imaginando que chegaria o grande dia de receber uma oportunidade.
De certo, na cabeça dele seria inicialmente para exercer a função de treinador interino e depois a efetivação no cargo.
FUNÇÃO DE INTERINO
A chance como treinador interino surgiu com a saída de Rodrigo Santana, e no primeiro desafio um empate sem gols com o Botafogo de Ribeirão Preto.
Mesmo com o tropeço, acreditava que seria mantido na função, tanto que, para fazer média com comandados, citou que eles fizeram uma grande partida, exatamente ao contrário do que o torcedor havia observado.
E acrescentou o seguinte:
“Nosso posicionamento foi muito bom e os jogadores se empenharam ao máximo”.
Durante a entrevista coletiva, na noite de terça-feira, a pergunta chave foi de uma repórter, ao questioná-lo se aguardava a permanência no cargo.
Eis, então, a resposta:
“Fica a critério da diretoria. Onde a Ponte Preta precisar eu estou à disposição. Não tem problema voltar à mesma função anterior, de auxiliar”.
Márcio Zanardi, já dirigiu o Botafogo
CONTRATAÇÃO DE ZANARDI
Talvez não esperasse que, no dia seguinte à entrevista, a diretoria do clube fosse anunciar a contratação do treinador Márcio Zanardi, para quebrar o seu sonho de ser efetivado.
Claro que Boaro não está preparado para dirigir a Ponte Preta.
Então, que tente a trajetória em clube de menor expressão, e sem cometer erros primários como aqueles observados recentemente.
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