Sport enfrenta cobrança milionária do Cuiabá

Clube pernambucano é cobrado por atraso em pagamento pelo lateral Matheus Alexandre.

Cuiabá notifica extrajudicialmente o Sport por atraso de pagamento por Matheus Alexandre; valor passa de R$ 6 milhões.

Brasileirão-2026
Cuiabá cobra valor milionário referente ao jogador Matheus Alexandre. (Foto: Paulo Paiva/Sport)

Recife, PE, 10 (AFI) – O Sport vive as consequências de uma temporada marcada por gastos elevados e resultados frustrantes. Após uma queda decepcionante na Série A, o clube pernambucano acumula pendências financeiras oriundas de contratações realizadas em 2025, ainda sob a gestão do então presidente Yuri Romão, que renunciou ao cargo em dezembro daquele ano.

Um dos símbolos desse período é o lateral-direito Matheus Alexandre. Adquirido em janeiro de 2025 por 1,5 milhão de dólares, o jogador não correspondeu ao esperado: foram 39 partidas com a camisa rubro-negra, com apenas um gol e três assistências.

No fim de março de 2026, foi cedido por empréstimo ao Remo, clube onde segue atualmente.

PARCELA VENCIDA E DÍVIDA NÃO PAGA

O problema é que o Sport não está cumprindo o compromisso financeiro da negociação. A segunda parcela da compra, de 500 mil dólares, venceu em 31 de maio de 2026 sem que o pagamento fosse realizado. A inadimplência levou o Cuiabá a notificar extrajudicialmente o clube pernambucano.

CUIABÁ COBRA R$ 6 MILHÕES

Além da parcela em atraso, o clube mato-grossense acionou uma cláusula contratual firmada desde janeiro de 2025 que permite cobrar antecipadamente a prestação seguinte em caso de descumprimento. A terceira parcela, que só venceria em dezembro de 2026, passou a ser exigida imediatamente.

Com as duas parcelas somadas, equivalentes a 1 milhão de dólares na cotação do dia 31 de maio, mais a multa por atraso, o valor total cobrado pelo Cuiabá chega a R$ 6.036.698,85.

PRESIDENTE DO CUIABÁ SE PRONUNCIA

O presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirmou não ter recebido nenhum retorno do Sport e demonstrou ceticismo quanto à quitação da dívida.

“Infelizmente, mais uma vez, estamos com o nosso fluxo de caixa seriamente comprometido e por um clube que concorre conosco na mesma divisão. Tive que fazer reduções drásticas da minha folha, enquanto eles (Sport) fazem o contrário”, declarou o dirigente.

Dresch ainda completou:

“Tenho certeza que eles não vão pagar. Vamos ver o que a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) pode fazer a partir de dezembro.”

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