Fabinho avalia entrada de Casemiro em Endrick

Quando dá para evitar uma chegada mais forte, nós evitamos, mas tem vezes que você não consegue, você quer ganhar bola, quer estar forte na disputa", disse

O volante ainda enfatizou a importância de manter o respeito entre os companheiros: "Não é a primeira vez nem a última que acontece. O importante é ninguém ser desleal"

Foto: Lucas Figueiredo/CBF
Fabinho, volante do Brasil - Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Campinas, SP, 4 (AFI) – O volante Fabinho abriu o jogo sobre a volta à Seleção Brasileira após três anos longe da Amarelinha. Em coletiva nesta quinta-feira, destacou a intensidade dos treinos sob comando de Ancelotti e minimizou o lance forte entre Casemiro e Endrick, que gerou debate nas redes.

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Segundo Fabinho, a entrega nos treinamentos é natural quando se trata de Seleção:

“Acho que a alta intensidade no treino é algo esperado, mas também é normal pela entrega e qualidade dos jogadores. Como é Seleção, todo mundo quer mostrar algo mais. Até um bobinho vira algo forte, todo mundo quer ir bem. Faltas têm em todo treino. Quando dá para evitar uma chegada mais forte, nós evitamos, mas tem vezes que você não consegue, você quer ganhar bola, quer estar forte na disputa”.

Faz parte

Ele enfatizou a importância de manter o respeito entre os companheiros:

“Não é a primeira vez nem a última que acontece. O importante é ninguém ser desleal. Estamos na mesma seleção. Todos querem ganhar juntos”.

Volta e importância de Casemiro

Fabinho ficou fora das convocações desde a Copa do Mundo de 2022, mas voltou a ganhar espaço com o técnico italiano. O volante destacou que Casemiro teve papel fundamental em seu retorno:

“Foi legal que o Casemiro falou sobre mim. Ele é um cara experiente, vencedor e conhecedor da posição. Foi legal ter esse reconhecimento. Se ajudou de alguma maneira eu voltar a ter oportunidade aqui, sou grato (risos). Mas a partir do momento que estou aqui tenho que mostrar que sou bom o suficiente. Em 2022, joguei contra Camarões e minha vontade é sempre jogar. Me preparo para isso, mas quem decide é o treinador. Quero jogar e jogar bem”.

O jogador do Al-Ittihad admitiu que a mudança de clube poderia afastá-lo da Seleção, mas nunca perdeu a confiança:

“Sabia que minha mudança de clube (do Liverpool para o Al-Ittihad) poderia me afastar um pouco da Seleção, mas sempre tive esperança de voltar aqui. Quando recebesse uma oportunidade, era comigo. Foi um período meio longo, quase três anos sem ser convocado. Foi muito bom estar de volta e mostrar meu trabalho. Estar aqui na Copa é muito especial”.

A pressão existe

Sobre a pressão de vestir a camisa verde-amarela, Fabinho destacou:

“A pressão de estar aqui na Seleção é muito grande, isso a gente já sabia antes mesmo de ser jogador. Com a experiência que temos, vamos lidando com isso melhor. Cada um tem sua maneira de lidar, às vezes pode passar do ponto… Cada um sabe como reter e o que é importante. O treinador tem uma relação boa com a gente, todas as conversas são sempre boas. Se você não está muito atento ao que vem de fora, estamos todos focados no mesmo objetivo”.

Expectativa para estar na lista

Fabinho relembrou sua presença em todas as partidas das Eliminatórias para o Catar, mas destacou que o atual ciclo foi mais emocionante:

“Na convocação do Catar, estive presente em todos os jogos da Eliminatória, estava bem confiante que iria. Para essa aqui foi diferente, bem mais emocionante. Depois das últimas convocações eu estava confiante, mas depois que ouvi meu nome foi um alívio. Você dá valor a tudo que passou nesse período”.

Ele contou que, durante a ausência, manteve contato apenas com pessoas da comissão técnica:

“Eu não tive nenhum contato com ninguém da Seleção, só um pouco antes da convocação que falei com pessoas da comissão. Esse momento ausente da Seleção foi de seguir trabalhando. Tinha a expectativa grande de voltar aqui por algumas pessoas me conhecerem, por sentir que eu poderia ajudar, foi um período que conversar era mais com familiares e amigos”.

Experiência na Arábia

O volante também falou sobre o crescimento na carreira após sua ida ao futebol árabe:

“Quando fui para a Arábia, meu status dentro da equipe mudou um pouco. Tive um pouco de status de jogador principal, que foi para isso que me contrataram, acho que isso me ajudou a crescer nesse sentido de tomar essa responsabilidade. Virei o capitão, então me ajudou na questão da liderança, a ser mais comunicativo dentro do vestiário. Foi uma experiência muito boa nesses três anos. A intensidade é diferente, mas pelas condições climáticas você se adapta. Creio que sou um jogador melhor hoje. Esses anos foram bons para mim e para a minha carreira”.

Sobre treinos e busca pela titularidade, Fabinho avaliou:

“O treino vai te ajudar, vai te deixar fisicamente bem. Treinar bem ajuda a equipe que começa o jogo e para quem não vai começar mostrar que está bem. Talvez o que decide mesmo é o que acontece mesmo. Mas é importante estar preparado. Às vezes as coisas não acontecem no jogo, mas é importante estar preparado”.

E Neymar?

Fabinho ainda elogiou Neymar:

“Neymar está bem, está feliz, é importante tê-lo aqui conosco, ele é o líder do grupo. Ele não fez muita parte desse processo do Catar e Estados Unidos, mas mesmo assim não deixou de ser importante. Ele está feliz. A gente não vê esse trabalho de recuperação, mas é mais sozinho dele com os preparadores, mas o ambiente está bom. A gente espera que ele se recupere rápido”.

Sobre a confiança no grupo, Fabinho finalizou:

“O que faz a gente sonhar alto é saber a qualidade de cada jogador que está aqui e a camiseta do pentacampeão. Eu estou aqui há pouco tempo, mas há uma grande confiança nesse grupo e em todos os treinadores. O trabalho está sendo bem feito. Tem coisas para melhorar, mas estamos muito confiantes”.

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