Corinthians: Stabile encara novo pedido de impeachment

Conselho Deliberativo do Corinthians recebe novo pedido de impeachment.

Novo pedido de impeachment contra Osmar Stabile agita o Corinthians.

Presidente Corinthians plano abatimento dívidas
Osmar Stábile. (Foto: Rodrigo Coca - Agência Corinthians)

São Paulo, SP, 3 (AFI) – Um novo pedido de impeachment contra o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, foi protocolado por conselheiros e associados no Conselho Deliberativo do clube. O documento acusa supostas violações estatutárias e legais na contratação de empresas de segurança e solicita o afastamento imediato do dirigente.

O foco das acusações está na contratação da Mega, empresa ligada a Fernando José da Silva, conhecido como Nandão, que atualmente é o gerente operacional do clube.

O grupo alega que a contratação foi feita sem contrato formal e sem aprovação prévia do Conselho de Orientação (Cori), além de questionar pagamentos que somam R$ 676 mil.

CONTRATAÇÕES POLÊMICAS NO CORINTHIANS

Além da Mega, a Bear Security Ltda. também é mencionada no documento. A empresa, responsável pela segurança pessoal de Stabile, teria recebido cerca de R$ 586 mil do clube.

Os conselheiros destacam que a Bear foi constituída em janeiro de 2025 e passou a emitir notas fiscais ao clube apenas após a posse de Stabile como presidente.

Os autores do pedido avaliam que as contratações apresentam indícios de gestão temerária devido à ausência de concorrência, falta de contratos formais e possível conflito de interesses.

O grupo solicita ao Conselho Deliberativo que o pedido seja processado, com comunicação ao Ministério Público e auditoria independente.

HISTÓRICO DE CONTROVÉRSIAS NO TIMÃO

Este não é o primeiro pedido de impeachment contra Stabile. Em abril, um grupo já havia protocolado outro requerimento alegando violações ao Estatuto Social do clube.

O principal ponto era o acordo entre o Corinthians e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que envolvia a utilização do Parque São Jorge como garantia para regularizar um débito estimado em R$ 1,2 bilhão.

A sede social do clube está avaliada em R$ 602,2 milhões, e o uso dela como garantia gerou preocupações entre os conselheiros.

O novo pedido reforça as tensões internas no clube, que vive um momento conturbado nos bastidores.

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