Jogadores da Ponte Preta voltam a reclamar de atraso salarial

De acordo com o comunicado dos atletas, a alta cúpula alvinegra descumpriu uma promessa feita nos últimos dias

O protesto público escancara a enorme ruptura entre o vestiário e a diretoria da Ponte Preta

elenco ponte reclama salarios atrasados
A Ponte Preta vive crise interna - Foto: Marcos Ribolli / PontePress

Campinas, SP, 02 (AFI) – A crise de bastidores na Ponte Preta explodiu de vez a poucas horas do duelo contra o Botafogo-SP, na noite desta segunda-feira, no estádio Moisés Lucarelli. Em um manifesto conjunto, o elenco profissional da Macaca divulgou uma carta aberta contundente expondo a gravidade da situação financeira do clube.

A revelação mais alarmante do documento aponta que parte do plantel entrará em campo logo mais sem ter recebido um único centavo de salário no ano de 2026.

De acordo com o comunicado dos atletas, a alta cúpula alvinegra descumpriu uma promessa feita nos últimos dias de que quitaria todas as pendências ao longo da semana passada. Na prática, a diretoria realizou apenas depósitos parciais para alguns funcionários, deixando grande parte dos profissionais do departamento de futebol de braços vazios.

NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

MANIFESTO DO ELENCO

Mesmo diante do profundo descontentamento com a gestão e da turbulência gerada pela falta de um treinador efetivo — com o interino Edson Boaro comandando o time à beira do gramado —, o grupo garantiu que vai se esforçar na Série B do Campeonato Brasileiro. Os jogadores enfatizaram que a decisão de jogar é um ato de profissionalismo, e não de aceitação do cenário atual.

Confira abaixo o desabafo na íntegra divulgado pelos atletas da Ponte Preta:

“Hoje, parte dos atletas da Ponte Preta entrará em campo para enfrentar o Botafogo de Ribeirão Preto sem ter recebido qualquer salário no ano de 2026. Ao longo da semana, fomos informados de que as pendências salariais seriam regularizadas. No entanto, houve apenas pagamentos parciais destinados a alguns funcionários, permanecendo diversos profissionais sem receber aquilo que lhes é devido.”

“Ainda assim, estaremos em campo. Nossa postura não representa conformismo diante da situação. Pelo contrário. Ela é fruto do respeito que temos pela Ponte Preta e por sua história que marca a trajetória deste clube no futebol brasileiro. Também é uma demonstração de respeito à profissão de cada trabalhador que faz o futebol acontecer diariamente, dentro e fora das quatro linhas.”

“E, acima de tudo, é uma demonstração de respeito à torcida, que acompanha, apoia e acredita neste clube, bem como à integridade da competição que disputamos.”

“Hoje honraremos nosso compromisso profissional com seriedade, dedicação e dignidade. Da mesma forma, esperamos que os compromissos assumidos com os atletas e demais profissionais sejam igualmente honrados. Entraremos em campo por amor à camisa, respeito à instituição e responsabilidade com todos aqueles que fazem parte desta história. Mas o respeito deve existir em todas as direções.”

CENÁRIO DE PRESSÃO

O protesto público escancara a enorme ruptura entre o vestiário e a diretoria em Campinas. Vice-lanterna da competição nacional com apenas oito pontos e vindo de um jejum de cinco exibições sem vitória, o elenco pontepretano tenta blindar o campo para buscar a reabilitação, enquanto a cúpula do clube lida com o desgaste e a cobrança imediata para honrar os compromissos firmados.

Confira também: