O chamado time "reserva" mostrou futebol superior ao titular e deve ter deixado o treinador da seleção cheio de dúvidas.
Uma coisa é certa: tem muita gente do time B que merece muito mais jogar no time principal do que no time reserva da Seleção.
Por SÉRGIO CARVALHO
São Paulo, SP, 1 (AFI) – Carlo Ancelotti dividiu os jogadores convocados em dois times. Colocou um deles, que seria considerado titular, para disputar o primeiro tempo, e escalou o segundo para disputar a segunda fase do jogo.
O resultado final foi que o chamado time “reserva” mostrou futebol superior ao titular e deve ter deixado o treinador da seleção cheio de dúvidas. Uma coisa é certa: tem muita gente do time B que merece muito mais jogar no time principal do que no time reserva.
NOMES EM ALTA NA SELEÇÃO
E dou alguns nomes: Danilo, Ibañez, Paquetá, Igor Tiago e Rayan merecem oportunidade na equipe titular.
No primeiro tempo, o Brasil fez um jogo apenas equilibrado contra o limitado time do Panamá, mas, no segundo, deu um banho de bola na equipe adversária.
Vão dizer que a diferença está no cansaço que tomou conta de parte dos jogadores panamenhos, que provocou algumas mudanças que enfraqueceram seu time no segundo tempo.
Independente disso, ficou evidente que no time que Ancelotti escalou como titular, tem muito jogador que perdeu de longe em produção para um dos reservas que entraram em campo no segundo período.
ANÁLISE DO TIME POR SETORES
Eu explico. No gol, Alyson e Ederson nem precisam de análise porque fizeram exibições parecidas. Seguros e sempre bem colocados, não tiveram culpa nos gols que o Brasil tomou.
Na linha de defesa, ao contrário, vários dos “reservas” brasileiros mostraram mais futebol do que os “titulares”. Na lateral direita, Ibanez foi superior a Wesley.
No meio da zaga, Léo Pereira me agradou. Firme no desarme e ótimo no passe. Merece a titularidade. Na lateral esquerda, Douglas Santos foi superior a Alex Sandro.
PAQUETÁ ESTÁ ACIMA DA MÉDIA
No meio campo, gostei muito de Paquetá, o que não aconteceu nos jogos anteriores. Desta vez ele mostrou futebol a nível de seleção e, fosse eu, até lhe daria chance de ser titular diante do Egito, no próximo amistoso. Me parece ser um jogador que se adaptou melhor ao meio campo da seleção do que seus antecessores.
Na frente, fiquei decepcionado com o ponta Luiz Henrique, que foi do Botafogo e hoje joga num clube russo. Ele ficou quarenta e cinco minutos em campo e não fez absolutamente nada.
Dos atacantes que entraram no segundo tempo, destaco Igor Thiago, que joga pela esquerda e é muito ofensivo. Tem físico privilegiado e deveria ser mais aproveitado por Ancelotti.
GAROTO RAYAN IMPRESIONOU
Outro que me impressionou foi o garoto Rayan. Ele parecia um veterano em campo. Jogou seu futebol normal, fez um golaço e provou que pode sim ser titular do time brasileiro.
Em compensação, Endrick ficou devendo. Ele foi esforçado, mas produziu menos do que o esperado. Talvez ainda não esteja adaptado ao esquema tático do time brasileiro.
Mas como é jovem e tem técnica privilegiada, ainda tenho convicção de que ele poderá ser muito útil ao técnico Ancelotti durante a próxima Copa.
Quanto a Ancelotti, ele fez o certo. Testou todo mundo. Seu time ganhou por goleada e provou que, nas mãos dele, pode vir a ser uma das sensações da próxima Copa do Mundo. Tomara esteja certo…

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