Ceni descarta reformulação no Bahia e avalia jejum no Brasileirão

Técnico do Esquadrão aponta falta de confiança e falhas coletivas em sequência negativa no torneio

Rogério Ceni analisa derrota do Bahia para o Coritiba, lamenta desatenção coletiva e descarta reformulação drástica no elenco

Bahia: Rogério Ceni descarta reformulação e avalia jejum no Brasileirão (Foto: Catarina Brandão/ECB)
Bahia: Rogério Ceni descarta reformulação e avalia jejum no Brasileirão (Foto: Catarina Brandão/ECB)

Salvador, BA, 26 (AFI) – O técnico Rogério Ceni manifestou a sua preocupação com o rendimento recente do Bahia após o revés por 3 a 2 sofrido diante do Coritiba, na noite desta segunda-feira (25).

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A equipe baiana atingiu a marca de seis partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, um cenário que o técnico atribui a uma possível perda de confiança e a desatenções coletivas no setor de marcação.

Apesar do momento de instabilidade na Série A, o treinador descartou iniciar um processo drástico de reformulação no elenco durante o período de paralisação para o torneio mundial.

Bahia: Rogério Ceni descarta reformulação e avalia jejum no Brasileirão (Foto: Catarina Brandão/ECB)
Bahia: Rogério Ceni descarta reformulação e avalia jejum no Brasileirão (Foto: Catarina Brandão/ECB)

ANÁLISE TÁTICA DE ROGÉRIO CENI

Na avaliação do comandante, o time controlou as ações na etapa inicial, mas apresentou instabilidade emocional e técnica após abrir o placar. As falhas de posicionamento na linha de retaguarda e a necessidade de realizar uma substituição imprevista na meta foram apontadas como determinantes para a virada do adversário no Paraná.

“Nós fizeram um bom primeiro tempo, fizemos o gol, e o Coritiba marcando no mano a mano, a gente não faz as melhores escolhas. Começamos a rifar muito as bolas, o jogo talvez fosse em bolas longas, mas em mexidas que a gente já tinha treinado. É um problem que o time tem, que joga de uma maneira, faz o gol, e depois fica mais afoito, nervoso. A gente conseguiu controlar bem o primeiro tempo. Uma pena a lesão, a troca de um jogador, ainda mais goleiro. Quem entra sempre é muito difícil”, explicou o técnico.

“Muitas vezes pode ser a falta de confiança. É um time que se incentiva bastante, grita muito no vestiário. Mas ajustes de posicionamento da jogada, nos gols, com um jogador mais para trás ou fazendo uma marcação original, isso junto com a falta de confiança. Mas eu não vejo nem isso, acho que foi uma desatenção coletiva, os dois primeiros gols ao menos, o terceiro a gente não matou a jogada no rebote. É um gol difícil de marcar depois que perde o rebote. Mas os outros gols a gente poderia ter um comportamento de linha defensiva melhor”, concluiu Ceni.

PLANEJAMENTO DO ELENCO DO BAHIA

A oscilação técnica de alguns atletas e o acúmulo de problemas médicos geram questionamentos no torcedor sobre a necessidade de contratações na próxima janela de transferências.

O treinador admitiu a possibilidade de ajustes pontuais na composição do grupo, mas ressaltou as limitações financeiras e operacionais desse tipo de movimentação no futebol.

“Não vou falar sobre reformulação, no futebol não pode ser assim. Saídas e chegadas são naturais do ciclo, mas reformulação não. As pessoas acham fácil de tirar jogador e trazer outros como se não tivesse custos. Mas claro que precisamos repensar, alguns jogadores vão chegar, pode ser que tenha saídas, é parte do processo. Mas precisamos ter mais confiança no campo de jogo. É um time que joga, tivemos chances de ganhar contra o Grêmio e Santos, até podendo ser superior ao adversário, mas estamos com dificuldade de defender o nosso gol”, argumentou.

PRÓXIMO COMPROMISSO

Com o tropeço em Curitiba, o Tricolor caiu para a oitava posição do torneio nacional, estacionada nos 23 pontos. Com foco exclusivo na competição de pontos corridos, o grupo utilizará o período sem jogos no meio de semana para se preparar para o confronto direto contra o Botafogo, agendado para o sábado (30), às 17h30, na Arena Fonte Nova.